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terça-feira, 8 de março de 2011

RIP HappySadKim

Tão cansada, tão enjoada disso...
Happysadkim chegou ao fim... Ou a uma pausa tão grande, mas tão grande que, quando voltar, não será mais o mesmo.
Hasta la vista, baby.


domingo, 6 de fevereiro de 2011

Rock n' Roll Lifestyle...

Depois de 500 anos achando que eu nunca mais ia conseguir fazer minhas coisinhas tosquinhas de volta, aqui estou. E venho pra dizer que estou bem. =) Dizer pra mim mesma, sabe? Não pra ninguém.
Agora eu descobri o que é Rock and Roll, descobri coisas legais, descobri que... sei lá, eu posso ser feliz, numa boa, apesar de ser tão densa que chego a ser vazia...
A vida não é boa, mas é tão cool...
Eu sempre achei que esse ano ia ser bom, e apesar de, no começo, tudo indicar para o lado oposto, as coisas tão encaixando... e a facu vai ser foda!!

#FuckYeah

O que é necessário?

domingo, 30 de janeiro de 2011

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Life is...

Luxúria
Orgulho
Ira
Preguiça
Gula
Ganância
Inveja

Filosofia de vida


1. O objetivo (sentido?) da vida é obter qualidade de vida, e então você escolhe o que é qualidade de vida, NA SUA OPINIÃO.
2. O segundo objetivo é fazer escolhas que causem MENOS danos. NENHUM dano é IMPOSSÍVEL.
3. Live and let live. Live and let die. Live and let fuck off. Cuide do que lhe diz respeito.
4. Controle o que é possível ser controlado por VOCÊ.
5. Responsabilize-se pelo que é de SUA responsabilidade.
6. Não foda com a vida alheia.
7. Enjoy it.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Coisas Boas na Tia Kim

  • Não me matei ainda
  • mãe
  • Giih
  • Carol
  • algumas amigas/amigos
  • gosto do meu trabalho, acho que estou indo bem
  • cabelo
  • inteligência
  • bom humor
  • determinação
  • 8 meses sem me cortar
  • tolerância (?)
  • vontade de melhorar
  • espontaneidade
  • sinceridade
  • não vou fazer uma lista das coisas ruins
  • às vezes eu consigo economizo dinheiro
  • sou carinhosa
  • sou receptiva
  • ainda sinto prazer
  • tenho bom gosto (livros, filmes, etc)
  • escrevo bem
  • já consegui superar muita coisa
  • princípios/valores
  • gosto de crianças
  • consigo me virar muito bem
  • menos tímida
  • mais consciente de algumas coisas
  • magra
  • senso de autopreservação
  • planos para o futuro
  • otimismo (espero que as pessoas/ o mundo não vão ser tão maus)
  • higiene
  • boa vontade

Versão comentada...
  • Não me matei ainda Nota-se.
  • mãe Há controvérsias...
  • Giih Obsolescência programada... Ahahahahahahahahah!
  • Carol (8) Don't let me down...
  • algumas amigas/amigos Os números vão se restringindo, os laços estreitando...
  • gosto do meu trabalho, acho que estou indo bem  Ahahahahah! Quanta inocência...
  • cabelo Isso foi antes da prog... Maldita influência do meio.
  • inteligência =#*
  • bom humor Sempre. Com pequenas doses de sarcasmo, uma beleza!
  • determinação Langweile...
  • 8 meses sem me cortar É, não tenho a data mas pela conta dá pra ver que eu escrevi isso há 4 meses, visto que não me corto há um ano! \o/ Vale dizer que eu escrevi isso no caderninho do mal um dia que eu saí da terapia querendo me matar mas não querendo muito...
  • tolerância (?) A interrogação estava no texto original... Eu não sei sobre o que, exatamente, eu falava... ahahahahahahahahah! E também não sei se sou lá muito tolerante...
  • vontade de melhorar Sempre!
  • espontaneidade Aloka, ahaza!
  • sinceridade Demais, às vezes...
  • não vou fazer uma lista das coisas ruins Ahahahahaha! Isso foi engraçado... Não pensem que eu sou narcisista, car@s pupil@s... É só que essa lista é... hmm... terapêutica...
  • às vezes eu consigo economizo dinheiro Tentar e conseguir ou não é para os fracos. Os bons economizam MESMO.
  • sou carinhosa Tão carinhosa quanto um tricerátops...
  • sou receptiva E tolerante!
  • ainda sinto prazer Fuck Yeah, não fumo crack!
  • tenho bom gosto (livros, filmes, etc) E pras pessoas também.
  • escrevo bem Yeah, baby, yeah!
  • já consegui superar muita coisa O parto, a pré escola... O resto, não estou bem certa...
  • princípios/valores Engraçado... Sou fiel aos meus valores e princípios, mas eles são um tantinho só diferentes do que éesperado... Lamentável.
  • gosto de crianças E tenho muito medo. Ainda mais depois que a) eu percebi que não consigo educar nem à Patti e b) depois que eu pensei que todas as pessoas no mundo se dividem em duas classes: imbecis ou infelizes...
  • consigo me virar muito bem Fato... Resolver pobremas é comigo! Mesmo os que eu crio... ahahahahahaha!
  • menos tímida Aloka!
  • mais consciente de algumas coisas Humm, é mesmo?
  • magra Ahahahahahahah! Morri... valores muito relevantes... ahahahahaha! Brinks! O lance é que eu não preciso lá muito me incomodar com exercícios físicos... por enquanto.
  • Que fique claro: em mim mesma, e muito em partes... Do contrário, não ficaria meexplicando o tempo todo... ;)
  • senso de autopreservação Engraçado, isso... mas tenho mesmo... Sempre escolho o que causa menos dano, porque dano nenhum, não rola...
  • planos para o futuro E mais talento para sonhar que para planejar e executar...
  • otimismo (espero que as pessoas/ o mundo não vão ser tão maus) Tomô? No cu? Yeah, baby... =/
  • higiene Ahahahahah! Básico... tem gente que não tem...
  • boa vontade Que gracinha! Fora a preguiça existencial, tenho sim...

Primeiro post de 2011 escrito agora... Estou me sentindo um lixo, o meu reveillon, ao contrário do que esperávamos, néan, anjon? foi um lixo! Preguiça master de viver, vontadezinha de ter nascido mortinha... rss.
Tédio tédio tédio extremo, saudade da neni, raiva de mim e do mundo e de estar no mundo e não poder fazer nada... Saudade de conseguir escrever bem... estou com o caderninho do mal aberto aqui na minha frente e sem inspiração pra concluir uns textos... e com medo de algum filho da puta plagiador me ferrar... Desesperança crônica no amanhã... rss... Mao me entenderia... Enfim, havia ainda muito o que dizer, mas eu me cansei... A vida tá tão boa que eu tô até bebendo a água em golinhos bem pequenos pra não ter que sair do quarto...
Everybody hates Kim (8)

Eu no mundo

"Não suporto incongruência.
Acabemos com a violência.
Vamos formar sujeitos críticos."
Que engulam os preceitos bíblicos.

"Queremos sujeitos ativos
que se coloquem no mundo
- mas não muito criativos!"
Que desespero profundo!

"Queremos que respeitem o diferente,
que ganhem a vida honestamente."
- Que o pensamento não seja fluente.
Meu deus, que coisa deprimente!

"A crise nos leva ao crescimento.
A dúvida é um bom elemento.
O Brasil necessita de sujeitos críticos."
- Pobres, passivos e apolíticos.

Para criar vínculo,
preciso ser afetiva.
E a amizade, então,
é vista como nociva.

Cabelo, roupa, visual
Não dizem da minha competência.
O que eu faço no trabalho
não depende da minha aparência.

Vou dizer um termo técnico
para você se exibir.
O sofrimento nosso de cada dia
deve ser o que te faz sorrir.

Seu cabelo meigo, sua voz calma,
nunca me enganaram.
Nos seus olhos, posso ver sua alma.
O que vejo, seus sorrisos não declaram.

Por que é tão difícil, pra você,
dizer o que realmente pensa?
E por que diabos, então,
quer que eu engula essa crença?

Você quer muito fazer bonito
Eu penso diferente.
Temos aí um conflito?
Quem é que move o mundo pra frente?

Bem e Mal não nos são inerentes.
Pensando que fiz tudo certo,
Me criei esse inconveniente.
O Bem e o Mal, mon ange, estão muito perto.

Você me mente autonomia,
Me enfia responsabilidade.
Manipula, pune, retalia.
Manutenção à infelicidade.

Sim, meu bem, estou "cindida"
mas ainda sou mais congruente.
Poesia podre, porca, fodida,
De alguém aqui que não mente...

Pra si mesma.



Juliana Aranha.
26/out/2010.

Overkill

Grito. Choro. Corro.
Bato. Quebro. Atiro. 
Ataco. Jogo. Fujo. 
Espanco. Rasgo. Estripo.
Corto. Destroço. Mato.

Não. 
Escrevo.


Juliana Aranha
18/out/2010.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Garotas, Natal e comprimidinhos...

Much better than you could know...
Acho que nem tenho tantas coisas pra dizer...
Pra começar... Comentário justo sobre o natal... Não foi uma bosta, não foi ruim como eu pensei, não deu nenhuma merda, não teve barraco nem nada assim e eu até me diverti bastante na medida do possível... Todo mundo se comportou muito direitinho, todo mundo muito fofo, tudo bem, muito bem, tudo... Ok, ironia a parte, fato: foi muito melhor do que eu esperava. Mas acho que já disse isso. Só fiquei puta porque eu sou uma escorpiana maldita e mesquinha e filha-da-puta e meu chinelinho novo estragou...
Me apeguei muito mais à Patti. A Patti, naturalmente, é uma das bonitinhas da semana. Mas, obviamente, a #1 é minha neni. 
Minha neni fez niver essa semana, agora falta um pouco menos de merdinhas legais pra eu poder desposá-la oficialmente... Eu, como ela [coloquei dessa forma só pra...], também não gosto de aniversário nem de natal. Mas acho que esse ano foi realmente uma coisa interessante... Porque eu fiquei feliz que ela tenha feito aniversário, e acho que foi legal pra ela... As pessoas todas sendo simpáticas e tudo... 
E ela sozinha é muito melhor
que muita gente por aí...
A Patti... Ela apareceu bem bem bem por acaso na minha vida... Chegou tímida e pensei que ficaria depressiva, afinal, nessa casa, não seria incomum... Tomou banhozinho, ficou "adequada"... Mas mantivemos o cheirinho de cachorro... E quando eu menos esperava, a fia da puta me amava e eu a amava e ela fazia festinha quando eu chegava e agora ela está deitada quentinha encolhidinha no meu colo, me atrapalhando a digitar e me fazendo putamente feliz... Falei pra Carol  sobre esse amor, assim... que dói, sabe? Dói mas não é ruim... É uma coisa estranha... Eu já senti antes? Não me lembro... O Du era outra vibe... Éramos crianças, ele e eu e tudo... Acho que estou mais depressiva que a média... E tenho a ligeira impressão de que não estou falando coisa com coisa... Acontece que a Patti me atropelou porque ela já chegou logo me amando, de verdade, nem liga se eu sou preta, lésbica, pobre, podre, cansada e ranzinza, se eu penteei o cabelo e passei desodorante ou não... Também não liga pra quem é que ganhou a competição pelo nome... atende a todos. E ainda a chamam de "animal irracional"... Ha ha ha ha! Quanto despeito!
Natal acabou e apesar de ter ficado bem felizinha, ainda estamos naquela fase de trevas na minha vidinha... A famosa semana entre o natal e o ano novo e a primeira semana do ano, que são as semanas que eu mais odeio, que mais me deprimem e que menos sentido fazem pra mim...
Dia desses estive questionando meu ceticismo... Fato: sou cética por covardia e preguiça existencial-filosófica-religiosa-acadêmica-argumentativa... Não vou me gastar pensando em merdas espiritualistas quando tenho tanta coisa "real" pra cuidar... Dia desses me peguei fazendo mapa astral e pensando "que bosta, Caio, nunca vou te ver", exatamente igualzinho a ela... E pensando no quanto aquela merda faz sentido e não faz, e tentando achar explicações céticas racionais que não estão contidas na MINHA experiência mas ainda assim soam menos ridículas que as que eu pude encontrar sozinha... To pensando se eu não preciso rever a coisa toda... Onde eu acho essas coisas que são importante e tal... Muuuuuuuita preguiça, muita muita preguiça...
Enfim, vou indo... Sem opções...

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Deus te abençõe.

My heart... 
Nunca entendi exatamente o que as pessoas querem dizer com essa frase. Só sei é que sempre me senti muito bem quando alguém me diz isso. Óbvio, não acredito em deus, mas acontece que, quando alguém me diz isso, eu sempre penso "das duas uma: ou a pessoa gostou muito de mim e deseja que eu seja abençoada por seu deus, ou essa pessoa é muito boazinha e deseja que todo mundo seja abençoado", e esse é um pensamento que me conforta. Hoje eu me senti realmente muito estranha e não sei quando nem como isso começou. Era uma coisa realmente muito estranha... Eu tava mau humorada, ouvindo merda e lembrando da minha mãe sempre dizendo "é melhor ouvir merda que ser surd@", frase com a qual serei obrigada a não concordar, hoje... Porque eu odeio TODO TIPO de generalização, e amo uma hipérbole e uma ironiazinha... Também amo ser bem tratada e ver gentileza rolando solta por aí, desde que não seja pra cima da minha mulher... O lance é que talvez eu tenha acumulado muita coisa... Pessoas sendo escrotas comigo constantemente... E eu tento me manter fiel aos meus princípios de não-violência, coerência, não vingança, não perder a razão e agir sempre com a cabeça antes de meter um taco de baseball no rabo do filho da puta que vem se crescer pra cima de mim... Mas isso me faz me sentir uma merda... Por exemplo, eu sei que se eu tivesse dito à Lolinha que enfiasse seu feminismo, sua arrogância e sua persecutoriedade e bitolação no meio do cu, eu teria me sentido mal, teria perdido a razão, mas teria me sentido bem, e teria também me sentido culpada... Também sei que se eu tivesse cuspido na cara daquele motorista filho da puta e estrangulado o sujeito com o cordão do meu crachá, eu teria me sentido mais aliviada, mas depois... e depois?? Hoje o motorista, SEMPRE o puto do motorista, dizia que os jovens hoje em dia não têm educação porque suas mães não dão. Eu nem queria argumentar. Só queria dizer "cale a boca e vá se foder"... Eu queria ser menos boazinha, fato. Queria parar de me culpar pelas merdas do mundo, queria parar de me agredir em retaliação às coisas que me fogem ao controle...
Estranho é que hoje, quando eu estava fazendo coisas boas, construtivas, agradáveis, foi quando eu me senti pior e com mais vontade de chorar e morrer e gritar que sumisse da minha frente, que fosse bem feliz, longe de mim, meu senhor, e que apesar do seu perfume bom, eu ainda sinto aquela vontade de vomitar, meu senhor... E não me venha nenhum maldito psicanalista dizer que eu sinto isso porque sou hipócrita e fico reprimindo minha agressividade. De fato, acredito que estejamos entupidos de agressividade, a velha ultraviolência, meu caro, mas temos outras formas mais humanas e civilizadas de exteriorizá-la, como a ironia, por exemplo.
A questão é que me esgotei. Me esgotei de tentar tornar essa bosta desse mundo um lugar melhor pra se "viver"... Queria ser fria, cruel, grosseira, violenta, egoísta... Muito mais do que as pessoas pensam que eu sou, talvez menos ainda do que o que eu seja de verdade. Enjoei do mundo, da vida, de dizer que a felicidade está no caminho, e não no fim, que você pode morrer sem nunca nem ter chegado perto. Cansei de dizer "tudo bem, não tem problema", porque realmente não vejo problema e os problemas serem cuspidos na minha cara, ainda maiores, porque não são problemas pra mim. Cansei de ser igual, cansei de ser diferente, cansei de gente apelando, cansei da crueza e do circo, cansei de pensar, cansei da desgraça e da delícia de ter podido escolher ser eu mesma. Cansei de procurar em que me mirar e está tão difícil de encontrar, baby, de encontrar você onde eu estou quando você não está...
Cansei da poesia pela metade, política pela metade, depressão e entrega pela metade, ideais pela metade, salários pela metade, preguiça e esforço, na metade. Desistir na metade e nunca parar. A outra metade é e não está.

Amanhã estarei de volta. Com os mesmos ideais cor de rosa, a mesma voz suave e olhar terno, o mesmo ânimo, contagiante, o mesmo desespero estético-existencial.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Foda-se o eu-lírico!

É isso. Foda-se o eu-lírico. Não vou separar o que é "eu" e o que é "lírico". Eu sou eu e sou lírica.

domingo, 11 de julho de 2010

Bad Romances

I want your ugly
I want your disease
I want your everything
As long as it's free
I want your love
Love, love, love I want your love

I want your drama
The touch of your hand
I want your leather-studded kiss in the sand
I want your love
Love, love, love I want your love
(Love, love, love I want your love)

You know that I want you
And you know that I need you
I want it bad, your bad romance

I want your love and
I want your revenge
You and me could write a bad romance
I want your love and
All your lover's revenge
You and me could write a bad romance

I want your horror
I want your design
'Cause you're a criminal
As long as your mine
I want your love
(Love, love, love I want your love)

I want your psycho
Your vertigo stick
Want you in my rear window
Baby your sick
I want your love
Love, love, love
I want your love
(Love, love, love I want your love)


You know that I want you
('Cause I'm a freak bitch baby!)
And you know that I need you
I want a bad, bad romance

I want your love and
I want your revenge
You and me could write a bad romance
I want your love and
All your lover's revenge
You and me could write a bad romance

Walk, walk fashion baby
Work it
Move that bitch c-razy

Walk, walk passion baby
Work it
I'm a freak bitch, baby

I want your love
And I want your revenge
I want your love
I don't wanna be friends

J'veux ton amour
Et je veux ton revanche
J'veux ton amour
I don't wanna be friends
Oh-oh-oh-oh-oooh!
I don't wanna be friends
(Caught in a bad romance)
I don't wanna be friends
Oh-oh-oh-oh-oooh!
Want your bad romance
(Caught in a bad romance)
Want your bad romance!

I want your love and


I want your revenge
You and me could write a bad romance
Oh-oh-oh-oh-oooh!
I want your love and
All your lovers' revenge
You and me could write a bad romance

***

Novamente, gostaria de pedir que você, ao ler este post, estivesse ouvindo uma música... Bem, tem todo aquele lance de criar o clima, ilustrar o que eu to dizendo e tal... Novamente, online, facinho. Bad Romance - Lady GaGa

Let's go! Hoje eu resolvi fazer outra limpa e falar de Bad Romances... Lendo a letra dessa música, coisa que eu só fui fazer hoje, eu... mentira, eu tive essa ideia antes, mas hoje tudo fez sentido quando eu li a letra.

***

Séculos depois, vamos lá... Vou tentar não identificar as pessoas. Mas se você me conhece bem, saberá sem dúvidas de quem eu tô falando.


***

Vamos lá... Meu primeiro Bad Romance foi "A"... A era uma pessoa muito legal, encantadora, divertida, hipersexualizada (ou eu deveria dizer "normal"?), me iniciou na vida de podridão... Eu achava tudo isso o máximo... Até que eu me toquei de que eu nunca tinha sido o bastante para A, e que eu não era para A o que A era pra mim. Foi minha primeira decepção amorosa, foi meu primeiro término de namoro, minha primeira semana chorando por ter "perdido" alguém. Tenho certeza praticamente absoluta - uns 99%, digamos - de que eu nunca magoei A, pelo menos nunca muito gravemente. A se divertia muito comigo, como se eu fosse um daqueles brinquedinhos bonitinhos, novinhos, engraçadinhos... Não estranho, A enjoou de mim. Ou eu me toquei de que nunca tinha sido tão interessante assim... Bom, foda-se A. Incrivelmente, eu consegui superar. Foi uma daquelas coisas de passar anos (uns 2) olhando o orkut de A e de seu novo affair, caçando qualquer coisa que me dissesse respeito (ou não), qualquer menção a mim, qualquer espécie de coisa, por mais que isso fosse me magoar. Hoje em dia, eu não sei NADA sobre a vida de A, não sinto falta, não quero saber, e incrivelmente, não lhe desejo mal.
Depois de A, veio B (Ahahahahahaha! Isso foi extremamente engraçado!). B era uma pessoa muito diferente de mim, na época. Hoje, não sei bem se isso é verdade. Quero dizer, eu já tinha depressão nessa época... 
Gentchy, acabo de me dar conta de que eu me esqueci do meu Bad Romance infantil... Ahauahuahauahau! Vamos chamar esse caso de "A-1". A-1 foi uma pessoa muito boazinha, muito fofinha, esse sim foi meu primeiro namoro, meu primeiro fim de namoro, o primeiro chifre que levei, mas - Ahá! - o primeiro chifre que coloquei... E o segundo e o terceiro e o quarto e... Ahauahauahauhauahau!! Como eu era infernal. Mas enfim, A-1 foi muito pouco Bad Romance - o foi mais no sentido de ter sido minha iniciação nas decepções amorosas do que no sentido de ter me feito mal mal mesmo. E também não acho que eu tenha sido muito má com A-1, porque até rolou um lance muito mais tarde... Enfim, voltemos a B.
B era uma pessoa "fascinante", essa é a palavra. A princípio, nem bom, nem ruim. Depois, tudo de bom. Depois, tudo de ruim. B foi minha desgraça, minha perdição. B foi a pessoa que me fez querer desistir de viver, de ter casos, de me relacionar com qualquer espécime da humanidade. B me fez brigar com uma série de pessoas, mas, por causa de B, nunca odiei mais a ninguém do que a mim mesma. B me trouxe muitos problemas, problemas de toda espécie. Muitas experiências novas, também, não quero ser injusta. Sim, é claro que fui feliz com B, afinal, ninguém é troxa de ficar com alguém que faz 100% mal. B foi o meu pior, maior, mais intenso Bad Romance. E isso porque B, em si, era uma coisa terrivel. Claro, com uns adendos da realidade dura e cruel, B se tornou muito pior. Não quero ser repetitiva. Só queria acrescentar, sobre B, que eu também lhe fui muito Bad Romance. Fiz pequenos infernos em sua vida, fiz muito drama, muitas exigências, muita coisa jogada na cara... Chegou uma hora em que eu não conseguia viver sem B. Muito mais difícil era viver COM B. Era uma coisa doentia, infame, desnecessária (?), era algo obsessivo, possessivo, mal educado, grosseiro, viver com B... Depois de muitas idas e vindas, decidi me afastar definitivamente de B. Isso, umas 10 vezes. Ahahaha! Hoje tem graça. Com B, foi a mesma putaria de ficar fuçando orkut, vendo o perfil de cada pessoa que lhe dissesse qualquer coisa, por mais inocente que fosse. Mais tarde, até que foi bom. ;) Enfim, quando penso em B, hoje em dia, sinto uma coisa estranha... Uma raiva com uma angústia e um despeito... Não sei bem... Miraculosamente, SUPEREI B!!!!! \o/\o/\o/ Agora, o que eu não superei foi B+1, pessoa desgraçada, infame, maldita, que morra e queime eternamente no inferno - nessas horas eu preferia acreditar em céu, inferno e a palhaçada toda... =/ Agora, chega de B.
Depois de B, claro que com algumas escalas... Ahahahaha! Como eu sou infernal. Depois de B, veio C. C foi um super super Good Romance, até certo momento. Não digo que a culpa seja de C. Chegou uma hora em que tudo o que eu tocava virava merda. Enfim, C foi muito legal comigo, até que eu enlouqueci. Juro pra vocês, gentchy! Enlouqueci mesmo, despiroquei... Tive um lance muito estranho com... Enfim, não é importante. C ficou sendo uma coisa que me confrontava com o que tinha de pior em mim, e eu não suportava chegar perto de C. Acabei sendo um Bad Romance tremendo na vida de C, acho que fui até um trauma e tal. Me sinto culpada quando penso em C. C, me desculpe.
(Sinto que estou ficando repetitiva)
Não necessariamente nessa ordem, veio D. D era uma pessoa que me fazia sentir mal, por melhores que fossem suas intenções. D gostou demais de mim, sem que tivesse em que se basear, o que me faz pensar que eram simples projeções, e que D não gostava "de mim", mas do que tinha "planejado" pra mim, do que esperava que eu fosse, e a realidade acabou se mostrando bem diferente. Foi triste, até. Hoje, virou uma espécie de... Desprezo mútuo. Enfim, fui muito mais Bad Romance na vida de D do que D na minha, mas acho que não criei trauma.
Então, veio E. E era uma pessoa bem do jeito que eu gostava, mas foi mais ou menos na época em que eu comecei a me irritar com gente depressiva. E era outro caso de gente que gostava demais de mim sem ter por quê. Isso é uma coisa que realmente me incomoda. E era uma ilusão boa, mas uma hora ficou sufocante. Até bem pouco tempo, eu achava que E tinha trauma de mim, até que eu percebi que E tinha trauma de todo mundo e de ninguém. E só foi Bad Romance pra mim no começo do fim. Hoje em dia, até gosto bastante de E.
F... F era uma pessoa muito legal e tudo... mas com o tempo, percebi que F era de um cinismo inacreditável, gostava de provocar, de fazer joguinhos infantis, coisa de gente besta, sabe?? Bem, não digo que F tenha sido grande trauma pra mim, nem eu para F, mas digamos que F cristalizou minha sensação de que nada nunca ia dar certo. Aliás, F foi meio que um tiro na água, não vou conseguir explicar.
Claro que com todas essas pessoas eu vivi coisas boas, mas sei lá... Alguns padrões, alguns traumas, medos, desconfianças... Vieram daí... Isso me deixa mal... E não quero saber de piadas do tipo "Pensei que ia precisar usar o alfabeto grego" ou algo que o valha. Nem é tanta gente assim... 
Ah, acho que preciso mencionar G. Não que tenha sido Bad, muito menos Romance, mas G foi uma pessoa que me influenciou muito, no sentido de me fazer perder a fé. Em compensação, G me mostrou um mundo de possibilidades, as quais eu pude experimentar e recusar. Preferi não ser como você, G. Vazio já me consumia demais pra ainda entrar nessa vida. No, thanks.
E então, HH... (Y) HH em si, não é problema, nunca foi e creio mesmo que nunca virá a ser. Mas HH veio com uma caixinha de Pandora acoplada... Ahahahaha! Nós vamos conseguir, né, HH??
Te amo muito!!!!

Juro que a ordem foi meio caótica, mas algumas coisas caíram como luvas... Ahauahauahuahaua!
Esse post foi repetitivo, cansativo, mas foi bem ilustrativo e catártico. Deus vos abençoe. Amen.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Como eu ia dizendo...

(03/Julho/2010, à noite)
Acho que me arrependi do que disse sobre a mom...
Além disso, nem de longe essa imagem salva como "expressionismo.jpg" representa o que estou sentindo.
Acho que fiquei um tanto perturbada com certas coisas... Começarei pelo que deve ser menos relevante. Quero dizer, não quero que "isso" signifique grande coisa...
Aconteceu: she said to me: "X me escreveu" (ou algo equivalente), ao que eu SIMPLESMENTE respondi: "vagabundazinha" e então she said to me "Calma, cara Oo", e algo nessa combinação de me mandar ficar calma, me chamar de cara, mandar esse emoticon "Oo" e defender a vagabundazinha em questão, denunciando meu comportamento absolutamente... não sei a palavra. Irracional, desnecessário, desproporcional (essa é boa)... Enfim, isso mexeu demais comigo, tomou uma proporção descabida e agora dói como se...
É mais complexo que isso. O lance é que: a) NINGUÉM sabe por quê um reforçador positivo perde essa sua propriedade, e b) quando um estímulo (reforçador  positivo?), pareado com estímulos neutros, é seguido por um aversivo MUUUUITO aversivo, toda a contingência se torna aversiva, e quando isso ocorre com uma certa frequência INDEPENDENTEMENTE das respostas que eu emita (vamos proteger o meu "egozinho" frágil e sem talento), quando a punição vem sem que eu tenha controle algum, sem que eu possa evitá-la (dizendo assim parece menos dramático), isso cria uma condição de desamparo aprendido. Bom, Skinner e a Lívia e todos os analistas do comportamento me desculpem se eu estiver falando merda. O lance é o seguinte: alguns estímulos adquiriram propriedade aversiva e mei oque (é exatamente isso) sinalizam punição, e acho (só acho) que às vezes a gente arranja os meios mais bizarros de fugir ou se esquivar de TODA a situação aversiva. Generalizando, acho que até o tom meloso da minha voz era uma forma de esquiva.
Algumas coisas são muito frustrantes. Eu sou incompetente? burra? limitada? preguiçosa? Na época da depressão, eu facilmente colocaria um "e" no lugar da itnerrogação, ams poxa vida, eu não sou tão má assim, talvez eu só... não tenha repertório (q como? quando? eu vou ter?) e... eu posso melhorar... Mas ainda não falo francês, e ainda não sei de onde vem a esquizofrenia e o autismo, e não sei POR QUE um reforçador positivo PERDE seu valor reforçador (o negativo também, no caso do desamparo aprendido); Humbert Humbert, independentemente da minha vontade e dos meus anseios, não existe; não nasci Lolita, e não tem mais um fio sequer de ninfescência em mim. Eu ainda estou sujeita aos produtos de contingências velhas e purulentas. E ainda não tenho uma imagem para meu post. E por mais que eu estude análise do comportamento, SAIBA e ACEITE que o comportamento de Y é produto de controle aversivo (bem como o meu), não consigo afastar a ideia de que "coitada de mim, Y é mau, não presta, não tem jeito". Acontece que não há deus para mudar os elementos das contingências, e Y também não vai mudá-los, logo, estou certa.
Novamente, gostaria de agradecer ao fucking bastard que inventou o blog (acho que dizer "caderno" seria mais adequado), com todo seu poder catártico. Audiência não punitiva, psicanálise de merda. Adicione punições às minhas postagens e ACABOU-SE o poder de catarse do blog.
Minha irmã foi dormir brava comigo porque "eu não lhe dou atenção", do que eu discordo. Naturalmente, talvez eu não lhe dê tanta atenção quanto ela solicita, mas eu me esforço para que esta reclamação não seja validada.
Me arrependo de não ter anotado certas coisas. Me arrependo de uma série de coisas que passaram desfilando, agora, mas rapidamente, por minha "mente".
Lembrei que o que me faz me sentir burra não é não saber uma COISA, mas não saber um MODO DE SABER essa coisa.
Agora me bateu um medo estranho. Lembrei do que eu fiz com uma tela esses dias, e me deu medo de, de certa forma, acabar fazendo o mesmo com a minha vida. Ficou feio, então eu rabisquei tudo e joguei em cima do guarda-roupa. E tá lá e eu não vou mexer porque eu não quero olhar para aquilo.
Estranho como, depois de certo tempo, não achei graça em mais nada.
Me esgotei. Acho que fiz umas análises boas, interessantes e coerentes. Me sinto gasta e cansada. Vou parar de escrever, tomar um leite quente (com café solúvel, a invenção do século) e violar meu luto humbertiano com Skinner.
Sem comentário final engraçadinho, 
                                       a não H. H.

***
Agora sou eu, e hoje... =)
Bom, eu menti. Não tomei leite, tomei suco de goiaba, e não li Skinner, não li nada; eu fui dormir.
Acho que ainda ficou incompleta a "análise" (arrogante, isso)... Acontece que agora eu to tentando quebrar esse pareamento dos estímulos neutros com a situação aversiva... Óbvio que isso causa uma puta de uma ansiedade, mas vai valer a pena, creio eu.
Ganhei uma aliaaaança!!! *-*
Não quero mais falar... 
Beijo beijo.

***
Acho que é a primeira vez na minha vida inteira que eu finalizo um post decentemente.

sábado, 26 de junho de 2010

O Sêmen e a Célula Expelida...

São os piores versos que já escrevi... Por isso, transformei em prosa... =)

"Você pensa que foi feito de amor, mas era só esperma e uma célula expulsa... Você pensa que é único e insubstituível, mas, é uma pena, todos nós pensamos assim... Eu também queria ser especial...

Você sabe onde dói?
Você sabe onde dói?
Você sabe onde dói?" 

Me sentindo extremamente estúpida...
Acho que voltei a ter Ansiedade Generalizada... Tô extremamente carente e quase depressiva... Anomalias anatômicas mexem comigo... se elas estão em mim e tal...
Lado bom da vida: hoje eu achei umas coisas que eu escrevi aos 12, 14 anos, e caralho, como eu era genial! Tava lendo meu Formspring, também, e eu era bem engraçadinha... Talvez daqui uns 5 anos eu goste mais de mim... Quer dizer, não sei explicar, porque eu até gosto bastante de mim hoje em dia, mas sei lá, as coisas boas já não me impressionam tanto... Crisezinha existencial... Pouco criativo, isso, pra um sábado à noite, sozinha no quarto, no MSN, escutando metalzinho deprê...

domingo, 20 de junho de 2010

Insônia com Insight

"A vida nova é boa quase sempre".
Pra começar, ao ler esse post, eu prefiro que você esteja ouvindo "Dancing with myself", do ungido Billy Idol. Não é uma obrigação, mas a leitura vai ficar mais agradável e contextualizada. Para isso, clique AQUI, é online e tal, facílimo. Vamos lá.

***

01:06
Estava arrumando a porra do meu guarda-roupa e achei uns cadernos antigos e cartas que nunca enviei... Puxa vida, como eu escrevia bonito! Curioso é que eu ainda lembro das datas e dos fatos. Queria tanto compartilhar com ela... É como se, lendo todas aquelas coisas íntimas, bonitas e infantis, eu ficasse mais entranhada nela e ela em mim.
Hoje eu tô de um jeito muito diferente do que sempre imaginei.Estou 66,6% mais feliz que naquela época. Gente, eu era muito depressiva, mas muito mesmo! Pelos textos, eu descobri quando virei vegetariana (foi em julho de 2008), descobri quando rompi com o Geovani - a propósito, ele me deletou do orkut de novo, e eu só percebi hoje... #Lixa... Ahahaha! Descobri quando terminei com o Oliver e descobri que a merda toda era de verdade, não era só uma mentira que eu tinha contado a mim mesma para me sentir melhor. Infelizmente, nos meus escritos, havia muita coisa sobre a inominável. Ahahaha! É engraçado tratá-la assim depois de tudo o que ela já significou pra mim. Também deu pra ter uma ideia de quando comecei a me cortar.
Gosto de estar recuperando o prazer de um caderno velho cheio de orelhas e uma lapiseira fodida. A parte ruim é que eu vou ter que digitar tudo depois, uma vez que sou exibicionista e preciso publicar meus textos.
Acabo de me lembrar de um dia, nesta semana ou na outra, em que eu e ela estávamos vendo umas fotos no computador, e ela me disse "você é bonita". Eu respondi "é, também to achando". O interessante é que eu estava falando super sério. Lendo essas coisas... é estranho. Mudei demais, mas continuo sendo eu. Bem menos confusa e mais satisfeita. Só tem uma coisa que me incomoda: não consigo deixar de pensar no quanto o mundo é ruim e as pessoas, sacanas. O que eu era era produto de uma sociedade doente... Eu era só um resultado, um resultado brilhante e esperado, da merda toda. E eu consegui. Caralho! Eu consegui. Acho que, até hoje, eu já sabia que estava melhor, mas não tinha me dado conta do abismo que separa o que sou hoje do que eu era há um, dois anos. E, porra, quando a merda toda começou, eu era uma criança. Uma criança! Muito medo de que elas possam ser como eu era...
Bom, acho que era isso. Vou tomar minha fluoxetinazinha e ficar rolando na cama, porque eu fiz a cagada de dormir à tarde.
Mudei de ideia. Resolvi voltar e fazer umas comparações felizes, e outras infelizes.
Pra começar, naquela época, "ideia" tinha acento. Isso é uma coisa que... Não digo que eu fosse mais feliz pro isso, mas poxa vida, é bem o tipo de coisa que não precisava ter mudado...
O meu cabelo melhorou muito! Em compensação, naquela época era comprido. Se eu pudesse juntar o comprimento de lá com o aspecto de hoje, seria perfeito.
A minha namorada, hoje, é bem melhor - infinitamente melhor - que a daquela época, mas esse não é bem o tipo de comparação feliz...
Minha relação com a minha irmã melhorou muito; comigo mesma, nem se fala. Com as "pessoas", também melhorou bastante. Por outro lado, tenho a impressão de que minha mãe gostava mais de mim lá do que atualmente. Hoje em dia ela é triste e rabugenta, e não gosto de pensar nisso, mas creio que o que eu fui é parte do que ela é hoje. O que me consola é que o que eu fui é produto do que ela foi antes. Óbvio que não é "culpa" dela... Além disso, são muitas variáveis envolvidas... Porque às vezes as coisas simplesmente acontecem, e a gente nem imagina onde vai dar. Seguindo a mesma lógica, não pode ser "culpa" minha o que ela se tornou. Me sinto orgulhosa por dizer isso, apesar de não acreditar, de fato, no que estou dizendo.
Incrivelmente, a relação com meu pai piorou. E eu que achava que não podia ficar pior. Pois é, ficou. Hoje em dia, ele sabe sobre mim muito mais do que devia, mas muito menos do que precisava. Tudo em mim ele vê como defeito e... Ok, isso não é novidade e não vou entrar nessa discussão agora. Mesmo porque eu posso estar sendo vigiada, e de todo modo, ele não entenderia qualquer coisa positiva que eu pudesse dizer (hipoteticamente... Ahahahaha!).
Estou muito mais corajosa pra algumas coisas, e muito menos pra outras. Bom, acho que ainda tenho coragem de me cortar, mas agora eu tenho opção. Hoje, tenho coragem de expor e defender meu ponto de vista. Mas preciso pensar no alcance disso. Tenho mais coragem de falar com as pessoas. \o/ Mais coragem para lidar com perdas e faltas, eu acho. Não estou muito certa... Por outro lado, nem sei se é falta de coragem, as eu não faço mais algumas coisas divertidas que eu fazia, e nã osei se voltarei a fazer, e não sei se é bom ou ruim.
A minha opinião sobre suicídio mudou um pouco. Um pouco. Acho que hoje eu tenho uma visão muito mais integrada de mim, da vida (a minha e as outras), do mundo (aqui me refiro às relações estabelecidas entre pessoas e pessoas, entre pessoas e o "meio externo" - na falta de uma expressão mais adequada). Hoje eu considero muito mais coisas quando penso no assunto. Por outro lado, se um dia eu decidir que chegou minha hora, a coisa vai ser feia, porque vai ser uma certeza, não vai ser aquele desespero de adolescente. E isso me assusta.
A forma como eu amo mudou muuuuuuito! Antes era um amor... verticalizado. Óbvio, não vou conseguir explicar o que eu quero dizer. Mas é assim: antes era aquela coisa extrema, violenta, eu vivia de "paixão", no sentido de sofrimento, aquela paixão que conduz à morte. Hoje eu ainda sou capaz de estar apaixonada, mas hoje eu vivo mais de "amor" que de "paixão". Isso é uma coisa mais adulta e mais promissora.
O prazer que eu sinto hoje também é qualitativamente diferente. Antes era - pausa: acho que consegui explicar o "amor verticalizado". Talvez não... - aquela coisa louca e intensa e quente e carnal e diabólica. Hoje é diabólico, mas é mais sublime, mais poético.
Sexo... Bom, isso me preocupa. Hoje em dia eu não confio no meu desempenho sexual nem um terço do que eu confiava antes. Mas agora podemos conversar. Ahahahaha!
Acho que até que eu sou bem afetiva, mas eu era mais intensa e mais lábil, talvez por isso hoje eu me veja um tanto distante de algumas coisas. Não é qualquer coisa que me impressiona hoje em dia.
Agora eu sei muito mais de Psicologia, e os planos são muito mais concretos! \o/
Coisa chata: acho que naquela época, eu tinha muito mais "força de vontade". Acho que preciso pensar sobre isso, o que mudou, por que eu perdi isso. Acho que, talvez, naquela época, algumas coisas tivessem mais valor. Explicação ruim. Acho que entendi: o que eu quis dizer é que, lá, eu tinha tão pouco, que lutava com unhas e dentes por qualquer migalha. E como eu acabei de dizer, hoje em dia, não é qualquer coisa que me impressiona e que me mobiliza. Boa observação. Agora preciso ver o que vou fazer com isso.
Uau! Senhorita CRB3! Ahahahaha! Nem vou dizer o que é, procura no Google!
Continuando: hoje em dia eu gosto de muito mais coisas: o "gostar-horizontalizado". Acho que agora o amor vertical faz mais sentido...
Acho que perdi a alma de artista... Super triste, isso. Pelo menos acho que ainda escrevo bem. Talvez não tão bonito, poético e tocante, como lá, mas ainda escrevo bem.
Algumas coisas eu não sei... Não sei se tenho mais ou menos paciência, medo... Ansiedade diminuiu. Não esta noite, mas em geral, diminuiu. Também não sei se a mudança que ocorreu foi "em mim" ou se só numa parte - a neuroquímica. Isso me faz ter aquele medo de parar de tomar remédio e voltar a ser infeliz. Como eu era, acho muito difícil voltar a ser. É como aquele exemplo: em condições "normais", depois que se aprende a ler, não tem como não saber mais ler. Acho que é bem parecido com isso. Mas pode ser que eu fique qualitativamente pior. Justamente por ter uma visão mais integrada e tal.
Uma coisa que tem me ajudado muito: as expressões "qualitativamente" e "horizontalmente". Aaaaah! É isso! Hoje em dia eu sou uma pessoa mais horizontal. É isso. A grande sacada não é a quantidade, nem tanto a intensidade, mas a qualidade das coisas, dos afetos, dos pensamentos e tudo. Estou "olhando para isso".
E devo confessar: acho que foi tão de repente... Só muito recentemente - muito mesmo! - me dei conta de tudo isso.
Não sei o que causou o quê, mas consegui tirar algumas pessoas patologizantes da minha vida e colocar algumas mais estruturantes. Óbvio, ainda tenho muita faxina pra fazer. Em todos os aspectos. Preciso de uma casaaaa!
Estou muito satisfeita com este texto. Não sei quem vai ler, mas com certeza minha garota vai e isso me faz mais feliz. O ruim é que eu não tenho mais nada a dizer - estou satisfeita, só isso -, mas queria muito continuar escrevendo, então talvez eu banque o Caio Fernando e comece a escrever sobre a vida real.
Coisa interessante de se notar: eu ainda tenho dificuldade em concluir meus escritos. E ainda fico atacando os pontos positivos. Bom, é isso.

***

Estava ouvindo "Dancing with myself"? Obrigada! Agora você entende mais ou menos como me sinto. Ou melhor, como me sentia enquanto escrevia esse texto. Agora, estou podre, com dor de cabeça, dor no corpo, depois de uma noite infernal, tendo conseguido dormir quase às SETEEEE da manhã...


sábado, 5 de junho de 2010

Meia noite e quarenta e sete...

... Do dia 04/06/2010. Sorria, você está sendo filmada.

Você passa a vida
    esperando ser reconhecida.
E quando alguém reconhece
                [você já nem acha que merece.


Estou tensa e propensa a reclamar dessa vida maldita que eu aprendi a amar.
A situação tá cada dia mais difícil, mas poxa vida... Me esfregam na cara que eu sou cínica e debochada... Pois então eu vou é me divertir (mentira), vou recolher as pedras do meu caminho e construir meu penhasco castelo.
Acontece que, quanto mais complica, mais eu me sinto sortuda por ter conhecido tanta gente que escreve bem. Daí, agora, eu consigo ver a beleza insolente nas coisas nojentas de existir. As pessoas emanam poesia e é tão lindo! Eu posso me afogar num rio, ou tomar alguma coisa forte, ou usar uma faca ou algo mais calmo ou mais doentio, mas ainda vai ter valido a pena.
Colocaram uma bomba fake? num prédio com alguns milhares de pessoas ricas e jovens e bonitas e pobres e empenhadas... E eu não sei o que pensar. E a todo momento os prédios vão sendo evacuados e a gente nem sequer é informado sobre o que está acontecendo e então saímos rindo e gritando e tentando escutar o telefone, porque é isso o que importa, não é? E a gente treme de ver a multidão e a impotência e a vulnerabilidade e é assim o tempo todo, e a gente ri e joga futebol e faz carnaval e é indicado ao Oscar e a gente pensa que, poxa vida, cara, é isso, não é? Do que se precisa para ser feliz? E continuam evacuando os prédios, botam a gente pra fora quando o filme tá bom e fazem isso em todo lugar. Quando o filme tá bom, ele vem e bota você pra fora e isso te humilha e te destrói um pouco - só um pouco, mas um pouco todo dia - e você sai e continua saindo e continuam sempre te mandando sair, quando o filme está bom. E você sai, e ri, porque você pode ser feliz, afinal, ser feliz é muito mais do que poder ver o filme ou sair ou escolher o que ou quem você vai comer ou o que você quer ser quando crescer, porque essas coisas... não liga pra isso, são bobeiras, deixe de ser dramática. Ser feliz é muito mais que isso. Quando você é bonita e podre e inteligente e gay e tem saúde e tem depressão e tem uma família que te mata ama, deixe de frescura e seja feliz. Porque, porra, tem gente que passa fome e tem câncer e não trepa e é feliz, você deveria ficar feliz por não estar nessa situação. Porque você tem pra onde voltar todo dia e tem o que comer. Não ligue se você não é respeitada, pois você tem muita sorte, muita sorte mesmo por não ser como aquelas pessoas. Você não é igual a mim e eu nunca vou ficar satisfeito com algo que venha de você, mas você precisa ser feliz, porque a sua loucura é feia e ofende a minha perfeição. Você tem muita sorte, garota, então, não ouse profanar a nossa instituição sagrada.
Mas agora, ao menos, você sabe o quanto é agradável quando alguém escreve uma coisa bonita, mesmo se estivermos sendo despedaçados.
O mundo continua rodando.
Espetacular!

PS: Aindá dói. Do it and do it again. Não é má sorte.

O Ministério da Saúde adverte: "Se você é psicóloga ou puta, se afeiçoar ao cliente pode ser prejudicial ao seu trabalho".

Compre as flores você mesma.

Uma e vinte e sete.


quinta-feira, 13 de maio de 2010

(Y)

I'm fine! Yeeeaaahhh! Acho que eu só precisava que alguém me dissesse que eu to bem... Ahahahahahahahah!

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Tem uma aranha na caixa...

    Acontece que não estou mais conseguindo lidar com meus demônios... Tá doendo muito e eu não sei mais o que fazer. Voltei a sentir MUITA vontade de me cortar e voltei a pensar muito em suicídio... Isso é uma coisa que dói a parte. Eu pensei que tivesse superado essa fase, e agora eu não sei se estou tendo uma recaída ou se a coisa toda não passou de ilusão. Fato é que é vazio, é fake, é de plástico. Estou sendo atormentada por coisas que eu nem sei se são reais, e também não tenho como saber, e acho que prefiro não saber... Ontem eu estava conversando com a Bah sobre isso... Ela falou uma coisa muito interessante... Não que eu precise de um psicanalista nem nada, mas o lance é o seguinte: talvez eu não esteja aproveitando minha terapia como eu devia... Eu acho que eu fico "tapando o sol com a peneira"... não sei se vou conseguir explicar... Acontece que eu fico batendo no peito pra dizer o quanto eu melhorei, e quanto eu me sinto à vontade na faculdade, e quanto minhas interações com as pessoas são agradáveis e blá blá blá, mas ontem eu percebi que isso... que o que eu mudei, em verdade, foram coisas mais superficiais... Não sei se é isso... Acontece que agora que eu estou melhor dessas coisas "simples", eu estou com uma outra qualidade de problemas... Acho que agora é que fodeu de vez, agora é que a coisa vai ficar difícil... Agora eu cheguei no ponto de mexer no que dói mais, e eu não sei se to pronta pra mexer nisso, mas também não estou em condições de fingir que não é nada... A Bah falou algo sobre a aranha na caixa... Quando se tem muito medo de aranhas e aparece uma aranha em sua casa, você pode simplesmente prendê-la numa caixa, ela não vai estar mais solta e tal, mas ela vai continuar lá, e você vai continuar com medo, porque ela estará sempre lá... E por mais doloroso que seja, você precisa enfrentar o medo, tirar a porra da aranha da caixa, e matar... Isso vai ser feio, e vai ser assustador, mas depois você pode ficar em paz, porque a aranha não estará mais lá... Acho isso bastante válido. Mas... o que é que está preso na minha caixa? Eu nem sei se tenho mesmo alguma coisa presa... Mas faz sentido. Tava pensando no quanto eu fico batendo no peito e dizendo que eu sou liberal, mente aberta, essa coisa toda, mas na verdade eu sou perfeitamente moldada conforme o que é socialmente aceito, e conforme o que esperam de mim, e isso me faz sofrer... e, bem, eu tento saber o que é que me controla, mas é tão difícil... Quando você tira a máscara e não gosta do que vê... Eu simplesmente não sei o que fazer, nem como lidar com isso... Sinto que eu tinha muito mais o que dizer, mas agora to... sei lá, não consigo organizar as ideias, e separar o que é importante pro meu crescimento do que faz parte da autodestruição nossa de cada dia... Isso é uma coisa muito difícil pra mim... É que nem essa história de vegetarianismo... Todos os ratos mortos pra manter plantações e tudo... Sempre tem alguma coisa errada e por mais que eu pense, não consigo achar uma coisa certa pura... Sinto falta disso. Bom, estou tão mal quanto há muito tempo eu não ficava. Tenho medo de contaminar as poucas coisas boas que eu tenho, e de magoar as pessoas que eu amo. Estou confusa de novo! Me sentindo hipócrita, lixo, podre, fake... Mundo ruim. ='(

domingo, 9 de maio de 2010

Fucking Mother's Day

    Oh, céus! Achei que o dia não fosse nunca, NUNCA, nuuuuuuuncaaaa acabar! Tive que andar de carro com o papai, aguentar falsidade de toda a família que me acha uma sapatão gorda e esquisita (tumánocuuuuuuporra), fingir que eu tava bem, aguentar cheiro de churrasco... Minha mãe passou o dia, a semana, esses últimos tempos, extremamente triste por falta da mommy dela e possivelmente por otras cositas mas... E eu nem posso fazer muita coisa. E não tenho uma merda de um emprego pra poder comprar presentinho pra ela e tal... Me sinto muito loser. Nem sei o que eu faço. Tenho me sentido irritada e ligeiramente triste com muita facilidade ultimamente, e to muito viciada nas poucas coisas que me fazem bem e muito puta com as coisas que me fazem mal... Sei lá...