Mostrando postagens com marcador mala educación. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mala educación. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 8 de março de 2011

RIP HappySadKim

Tão cansada, tão enjoada disso...
Happysadkim chegou ao fim... Ou a uma pausa tão grande, mas tão grande que, quando voltar, não será mais o mesmo.
Hasta la vista, baby.


domingo, 2 de janeiro de 2011

Eu no mundo

"Não suporto incongruência.
Acabemos com a violência.
Vamos formar sujeitos críticos."
Que engulam os preceitos bíblicos.

"Queremos sujeitos ativos
que se coloquem no mundo
- mas não muito criativos!"
Que desespero profundo!

"Queremos que respeitem o diferente,
que ganhem a vida honestamente."
- Que o pensamento não seja fluente.
Meu deus, que coisa deprimente!

"A crise nos leva ao crescimento.
A dúvida é um bom elemento.
O Brasil necessita de sujeitos críticos."
- Pobres, passivos e apolíticos.

Para criar vínculo,
preciso ser afetiva.
E a amizade, então,
é vista como nociva.

Cabelo, roupa, visual
Não dizem da minha competência.
O que eu faço no trabalho
não depende da minha aparência.

Vou dizer um termo técnico
para você se exibir.
O sofrimento nosso de cada dia
deve ser o que te faz sorrir.

Seu cabelo meigo, sua voz calma,
nunca me enganaram.
Nos seus olhos, posso ver sua alma.
O que vejo, seus sorrisos não declaram.

Por que é tão difícil, pra você,
dizer o que realmente pensa?
E por que diabos, então,
quer que eu engula essa crença?

Você quer muito fazer bonito
Eu penso diferente.
Temos aí um conflito?
Quem é que move o mundo pra frente?

Bem e Mal não nos são inerentes.
Pensando que fiz tudo certo,
Me criei esse inconveniente.
O Bem e o Mal, mon ange, estão muito perto.

Você me mente autonomia,
Me enfia responsabilidade.
Manipula, pune, retalia.
Manutenção à infelicidade.

Sim, meu bem, estou "cindida"
mas ainda sou mais congruente.
Poesia podre, porca, fodida,
De alguém aqui que não mente...

Pra si mesma.



Juliana Aranha.
26/out/2010.

Overkill

Grito. Choro. Corro.
Bato. Quebro. Atiro. 
Ataco. Jogo. Fujo. 
Espanco. Rasgo. Estripo.
Corto. Destroço. Mato.

Não. 
Escrevo.


Juliana Aranha
18/out/2010.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Burn, motherfucker...

Eu to com um poema preso na garganta, e não consigo cuspir... É incrível, mas as coisas mais violentas e porcas e duras que eu tenho pra dizer saem melhor em versos... Mas dessa vez é tão tão tão absurdo que não tá funcionando... Aliás, não acredito que seja pior que das outras vezes, mas agora mexeu num ponto sensível demais pra mim.
Fato: algumas pessoas SÃO MELHORES QUE OUTRAS. O que determina isso não é a cor da pele, a naturalidade, a orientação sexual, escolaridade ou classe social, ou o que se ouve ou o que se come... É outra coisa...

DEUS NÃO EXISTE

Enfia teu carro na parede.
Mata, mata você e mata todo mundo
Mata Tudo que te incomoda
Tudo que aparece no teu caminho e você não sabe lidar
Cala a minha boca
Espanca, quando ela não te divertir mais
Você se sente melhor assim?

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Garotas, Natal e comprimidinhos...

Much better than you could know...
Acho que nem tenho tantas coisas pra dizer...
Pra começar... Comentário justo sobre o natal... Não foi uma bosta, não foi ruim como eu pensei, não deu nenhuma merda, não teve barraco nem nada assim e eu até me diverti bastante na medida do possível... Todo mundo se comportou muito direitinho, todo mundo muito fofo, tudo bem, muito bem, tudo... Ok, ironia a parte, fato: foi muito melhor do que eu esperava. Mas acho que já disse isso. Só fiquei puta porque eu sou uma escorpiana maldita e mesquinha e filha-da-puta e meu chinelinho novo estragou...
Me apeguei muito mais à Patti. A Patti, naturalmente, é uma das bonitinhas da semana. Mas, obviamente, a #1 é minha neni. 
Minha neni fez niver essa semana, agora falta um pouco menos de merdinhas legais pra eu poder desposá-la oficialmente... Eu, como ela [coloquei dessa forma só pra...], também não gosto de aniversário nem de natal. Mas acho que esse ano foi realmente uma coisa interessante... Porque eu fiquei feliz que ela tenha feito aniversário, e acho que foi legal pra ela... As pessoas todas sendo simpáticas e tudo... 
E ela sozinha é muito melhor
que muita gente por aí...
A Patti... Ela apareceu bem bem bem por acaso na minha vida... Chegou tímida e pensei que ficaria depressiva, afinal, nessa casa, não seria incomum... Tomou banhozinho, ficou "adequada"... Mas mantivemos o cheirinho de cachorro... E quando eu menos esperava, a fia da puta me amava e eu a amava e ela fazia festinha quando eu chegava e agora ela está deitada quentinha encolhidinha no meu colo, me atrapalhando a digitar e me fazendo putamente feliz... Falei pra Carol  sobre esse amor, assim... que dói, sabe? Dói mas não é ruim... É uma coisa estranha... Eu já senti antes? Não me lembro... O Du era outra vibe... Éramos crianças, ele e eu e tudo... Acho que estou mais depressiva que a média... E tenho a ligeira impressão de que não estou falando coisa com coisa... Acontece que a Patti me atropelou porque ela já chegou logo me amando, de verdade, nem liga se eu sou preta, lésbica, pobre, podre, cansada e ranzinza, se eu penteei o cabelo e passei desodorante ou não... Também não liga pra quem é que ganhou a competição pelo nome... atende a todos. E ainda a chamam de "animal irracional"... Ha ha ha ha! Quanto despeito!
Natal acabou e apesar de ter ficado bem felizinha, ainda estamos naquela fase de trevas na minha vidinha... A famosa semana entre o natal e o ano novo e a primeira semana do ano, que são as semanas que eu mais odeio, que mais me deprimem e que menos sentido fazem pra mim...
Dia desses estive questionando meu ceticismo... Fato: sou cética por covardia e preguiça existencial-filosófica-religiosa-acadêmica-argumentativa... Não vou me gastar pensando em merdas espiritualistas quando tenho tanta coisa "real" pra cuidar... Dia desses me peguei fazendo mapa astral e pensando "que bosta, Caio, nunca vou te ver", exatamente igualzinho a ela... E pensando no quanto aquela merda faz sentido e não faz, e tentando achar explicações céticas racionais que não estão contidas na MINHA experiência mas ainda assim soam menos ridículas que as que eu pude encontrar sozinha... To pensando se eu não preciso rever a coisa toda... Onde eu acho essas coisas que são importante e tal... Muuuuuuuita preguiça, muita muita preguiça...
Enfim, vou indo... Sem opções...

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Feliz Natal!

Mais um post de bosta sobre a bosta do natal... Tô de saco cheio, sério mesmo... Mas isso não é novidade. A novidade é que a porra da minha fluoxetina vai acabar bem no sábado e eu não consegui comprar mais hoje porque a cabaça da psiquiatra rasurou a receita. Como se não bastassem as bostas circunstanciais, eu ainda vou ter que me preocupar com a porra da crise de abstinência dessa merda que eu nem devia mais estar tomando... E além do fator psicológico, porque eu vou surtar só de pensar que eu posso surtar, tem a merda de essa merda ser QUÍMICA... Química e eu to fudida, porque vai acabar e vai foder tudo... Odeio quando uma data não é especial pra mim, mas todo mundo diz ser especial, então eu fico esperando que seja especial e é frequentemente uma grandecíssima bosta e nada de especial e eu fico pensando "por que será que tudo dá sempre errado?" mas no fim, não dá nada errado, é que a bosta é que é o certo...  O bom é que é surpreendente... Essa merda dessa coisa toda de fim de ano me deprime, sempre me deprimiu e me deprime mais a cada ano... Eu achei que tivesse deixado de ser aquela bostinha reclamona e auto-mutiladora-mutilante-mutilável-pseudo-suicida, mas afinal... "De que adianta cobrir com uma calda bem bonita e brilhante se por dentro é tudo podre?"
Fato é que eu nem sei o que eu quero... Quase um ano sem ver a Gi... Saudade, cara... Bom, vou parar de reclaamr... Já que eu não vou fazer merda nenhuma pra melhorar e vou me deixar chafurdar na merda e vou ainda ficar assistindo, pelo menos que não reclame.

Feliz Natal!

sábado, 4 de dezembro de 2010

Fuckitall

Coloque um desenho no seu avatar
 do orkut para reduzir a
violência contra as crianças...
Acho um saco essa merda de ficar levantando bandeira... Tipo "eu acho preconceito uma bosta! mas se meu filho for gay eu mato na porrada"... Coisa que eu mais odeio é aquela gente que "odeia maus-tratos a animais" mas adora um churrasco... Ou aquelas gentes que acham um absurdo pedofilia, pensam que só isso é violência contra criança, mas grita com o filho, bate, negligencia, trata o guri do farol como se ele fosse lixo...
To meio na bad... Foda-se... Penso tudo isso mesmo, com a diferença que em outro dia eu diria com eufemismos... Eu quero ter um filho, mas to com medo... Quero uma casa, mas ta difícil... Que saco! Ainda bate a misantropia e o #CretinFamilyFeelings...

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Deus te abençõe.

My heart... 
Nunca entendi exatamente o que as pessoas querem dizer com essa frase. Só sei é que sempre me senti muito bem quando alguém me diz isso. Óbvio, não acredito em deus, mas acontece que, quando alguém me diz isso, eu sempre penso "das duas uma: ou a pessoa gostou muito de mim e deseja que eu seja abençoada por seu deus, ou essa pessoa é muito boazinha e deseja que todo mundo seja abençoado", e esse é um pensamento que me conforta. Hoje eu me senti realmente muito estranha e não sei quando nem como isso começou. Era uma coisa realmente muito estranha... Eu tava mau humorada, ouvindo merda e lembrando da minha mãe sempre dizendo "é melhor ouvir merda que ser surd@", frase com a qual serei obrigada a não concordar, hoje... Porque eu odeio TODO TIPO de generalização, e amo uma hipérbole e uma ironiazinha... Também amo ser bem tratada e ver gentileza rolando solta por aí, desde que não seja pra cima da minha mulher... O lance é que talvez eu tenha acumulado muita coisa... Pessoas sendo escrotas comigo constantemente... E eu tento me manter fiel aos meus princípios de não-violência, coerência, não vingança, não perder a razão e agir sempre com a cabeça antes de meter um taco de baseball no rabo do filho da puta que vem se crescer pra cima de mim... Mas isso me faz me sentir uma merda... Por exemplo, eu sei que se eu tivesse dito à Lolinha que enfiasse seu feminismo, sua arrogância e sua persecutoriedade e bitolação no meio do cu, eu teria me sentido mal, teria perdido a razão, mas teria me sentido bem, e teria também me sentido culpada... Também sei que se eu tivesse cuspido na cara daquele motorista filho da puta e estrangulado o sujeito com o cordão do meu crachá, eu teria me sentido mais aliviada, mas depois... e depois?? Hoje o motorista, SEMPRE o puto do motorista, dizia que os jovens hoje em dia não têm educação porque suas mães não dão. Eu nem queria argumentar. Só queria dizer "cale a boca e vá se foder"... Eu queria ser menos boazinha, fato. Queria parar de me culpar pelas merdas do mundo, queria parar de me agredir em retaliação às coisas que me fogem ao controle...
Estranho é que hoje, quando eu estava fazendo coisas boas, construtivas, agradáveis, foi quando eu me senti pior e com mais vontade de chorar e morrer e gritar que sumisse da minha frente, que fosse bem feliz, longe de mim, meu senhor, e que apesar do seu perfume bom, eu ainda sinto aquela vontade de vomitar, meu senhor... E não me venha nenhum maldito psicanalista dizer que eu sinto isso porque sou hipócrita e fico reprimindo minha agressividade. De fato, acredito que estejamos entupidos de agressividade, a velha ultraviolência, meu caro, mas temos outras formas mais humanas e civilizadas de exteriorizá-la, como a ironia, por exemplo.
A questão é que me esgotei. Me esgotei de tentar tornar essa bosta desse mundo um lugar melhor pra se "viver"... Queria ser fria, cruel, grosseira, violenta, egoísta... Muito mais do que as pessoas pensam que eu sou, talvez menos ainda do que o que eu seja de verdade. Enjoei do mundo, da vida, de dizer que a felicidade está no caminho, e não no fim, que você pode morrer sem nunca nem ter chegado perto. Cansei de dizer "tudo bem, não tem problema", porque realmente não vejo problema e os problemas serem cuspidos na minha cara, ainda maiores, porque não são problemas pra mim. Cansei de ser igual, cansei de ser diferente, cansei de gente apelando, cansei da crueza e do circo, cansei de pensar, cansei da desgraça e da delícia de ter podido escolher ser eu mesma. Cansei de procurar em que me mirar e está tão difícil de encontrar, baby, de encontrar você onde eu estou quando você não está...
Cansei da poesia pela metade, política pela metade, depressão e entrega pela metade, ideais pela metade, salários pela metade, preguiça e esforço, na metade. Desistir na metade e nunca parar. A outra metade é e não está.

Amanhã estarei de volta. Com os mesmos ideais cor de rosa, a mesma voz suave e olhar terno, o mesmo ânimo, contagiante, o mesmo desespero estético-existencial.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Foda-se o eu-lírico!

É isso. Foda-se o eu-lírico. Não vou separar o que é "eu" e o que é "lírico". Eu sou eu e sou lírica.

domingo, 10 de outubro de 2010

Suck my dick, kluxer son of a bitch!

O dia começou bem, muito bem, na verdade... Eu bem tinha dito que fácil, fácil, entraria pro Top 5 Melhores Dias da Minha Vida, com o passar do tempo e a cada algodão doce que eu ganhava, subia uma posição no ranking... Eu fiz picnic de comida saudável, foi ótimo. Li Caio, junto com ela, e fiz uma série de babaquices românticas e divertidas... Aí eu resolvi entrar numa bosta de uma farmácia porque eu, infelizmente, sou consumista e tenho uma quedinha por farmácias... Aí eu estava de mãos dadas com a minha mulhé, dei um selinho nela, aí o imbecil do balconista, kluxer malcomido, começou a dar chilique, gritando "Aqui não! Isso é uma farmácia!" e eu pensando "E daí?"... Educadamente, eu disse "Não faça isso, isso é crime, se eu for na delegacia vai pegar pro seu lado", quando ele chamou o segurança... Pra duas garotinhas!!! E o que eu fiz? N-A-D-A! Nada além de gritar "babaca!", mas acho que ele nem se ofendeu... Desgraça pouca é bobagem... Cheguei em casa e fui contar pra mommy... Que disse que vai lá falar com ele e levar um gravador... Aí BG me disse "Nossa, que legal!"... Mas nem me animei com isso, porque semana passada era ela mesmo que tava me dizendo o quanto é anormal ser homossexual... Vai falar o que??? Não entendo... Aí BG disse "O negócio é ignorar essa gente mente fechada" ou abrir a mente desses nazistas na paulada. ^^
Nem sei mais o que eu tenho a dizer...

Creepy Kim diz (22:51):
*young man
Creepy Kim diz (22:52):
*theres no need to feel down
*_o_ \o/ _o_
*its fun to stay at the YMCA
*_o_ \o/
*~o~
   Carol diz (22:53):
*1kkk
*Eu curto sentir lá embaixo. 
*1kkk
Creepy Kim diz (22:53):
*1kkk
*amor, isso é se sentir deprimido
*1kkk
   Carol diz (22:53):
*1kkk
   Carol diz (22:53):
*Deprimido o caralho 
   Carol diz (22:53):
*Quando eu sinto lá embaixo 
Creepy Kim diz (22:53):
*aviso: isso vai pro blog
   Carol diz (22:53):
*Sempre fico feliz.
*1kkk
Creepy Kim diz (22:53):
*1kkk
Carol diz (22:54):
*Por que ir pro blog? 
Creepy Kim diz (22:54):
*pq foi lindo
*ahahahahhahhahahaha

"Você é capaz de me amar, ainda que eu não seja exatamente o que você quer?"



domingo, 26 de setembro de 2010

Such a perfect day...

Que coisa... Depois de 3 séculos sem postar, só me inspirei pra escrever essa bosta... Feeling loser... Não consegui fazer um trabalho relativamente simples que pra mim parece incrivelmente difícil... A bosta do meu teclado está com problema nas teclas C, O e R, e agora? Odeio esse teclado! Odeio essa vida! Ahahahahahhaha!
Queria ter visto a mulhé, mas não rolou... comofas?
Nhaa, não quero mais falar... Toda a poesia se foi... Morreu.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

O Tédio nosso de cada dia.

Acho que eu já devo ter começado um ou mais posts com esse título. Foda-se. Aliás, como eu tenho dito "Foda-se!" ultimamente... E consequentemente, as pessoas dizem muito mais "Não fala isso!" do que a média. Foda-se. Vou continuar falando. To adquirindo gosto por [carne humana] ser mal educada.
Bom, eu fiz uma queimadura na barriga... Minha barriga tinha a pele perfeita. E eu fiz uma BOXTA de uma queimadura fritando ovo. "Isso nunca aconteceu comigo", juro. Nunca tinha me machucado assim tão severamente cozinhando... E agora ta soltando a pele. Antes tava ok, porque eu super enchia a pereba de Bepantol, e ficava tudo bem. Mas agora a merda da pele resolveu sair. E ta super doendo pra caramba.
O We, meu passarinho, e sim, ele é meu sim, está melhorzin de saúde. Graças a deus.
Então, eu estava num mau humor do cão. Não sei por que. Eu queria matar e morrer e tudo. O lance é que eu não sabia como agir, fiquei como uma "barata tonta existencial"... Mas já estou melhor.
Minha irmã disse "Eu tenho medo dos barulhos que você faz com a boca", porque, como todos os meus fãs sabem [rashay], eu faço muitos barulhos estranhos com a boca, nas mais diversas situações. Aí eu fiz a piada infame do século. Eu ia repeti-la aqui, mas acho mais seguro manter as coisas como estão.
Me sinto muito mal por não poder ficar online tanto tempo quanto eu gostaria. Me sinto muito mal, também, por ter "sentimentos" tão volúveis.
Aaaah, nem to mais com vontade de falar. Queria saber desenhar. Ta cada dia mais difícil encontrar imagens pros meus posts...

domingo, 18 de julho de 2010

NÃONÃONÃONÃO [2]


É incrível a ideia que eu tenho de coisas geralmente muito bem vistas, como família, religião, lar (odeio muito essa palavra), amigos... Bom, acho que estou generalizando. Enfim, eu tava super bem, completamente ok, daí eu cheguei em casa. Senhora X estava com uma cara que só de olhar eu já fico ansiosa e deprimida. Aí eu vi o Senhor X. Senhor X é sinal de choque. Always. Senhor X deprime a mim e à Senhora X, e a depressão da Senhora X me deprime, também. E a minha presença irrita de tal forma o Senhor X que eu sinto vontade de morrer só por ouvir sua respiração pesada. O mais foda, guys, é que eu não to mesmo fazendo drama. A coisa é punk. Me lembro daquela frase que talvez tenha sido Nietzsche quem escreveu, que a Jolie tem tatuada em algum lugar... "Quod me nutrit me destruit", e eu nunca vi uma coisa se encaixar tão bem como essa frase na minha vida. Tem até aquele lance de ele comprar minha comida e tudo. É literal, a coisa. Tenso. 
Ontem eu fui num casamento. Eu quero muito me casar, mas porra, a igreja... ou melhor, a Igreja é tão patética... Daí vem os bastardos com a ideia da reforma protestante, poxa, que legal (Y), mas aí vira essa bosta pior que a santa madre... Tenha dó... Odeio todas as baboseiras que dizem, aquele bando de merda hipócrita que ficam dizendo, fazendo dizer, e sempre passando essa merda adiante... No meu casamento, vai ter alguém lá fazendo firula, sim, porque senão não ia ter muita cara de casamento. Mas pensando bem, vou chamar um filósofo. De preferência, um ateísta, que não seja pessimista, alguém que possa falar coisas bonitas sobre o amor, a união, nossa posição na sociedade e algo mais útil e interessante. Tava pensando... Se o casamento é assim tão sagrado, porque Jesus não casou? Aquele lance de serem os dois uma só carne... Brincadeira, né?
To sentindo falta de me sentir amada... Só a @carol_blues não pode me amar por tudo o que o mundo não ama. Se não fosse meu anjinho, que seria de mim, agora? Quero morrer, um pouco. Ansiosa pra começar a trabalhar, pra receber um salário, pra cobrir minha conta, receber o segundo salário, fazer tatuagens novas e meu piercing no mamilo... 
Ansiedade extrema. Ontem me ocorreu... Será que essas férias da Lívia não foram uma espécie de teste pré-alta? Pra ver como eu fico sem ela e tal? Será? Não sei se ela faria uma coisa dessa sem me dizer. Não quero pensar sobre nisso. Essa semana ela volta. 
Eu não sei mais o que dizer. Eu disse no twitter que eu to com saudade das minhas giletes. E, meu, não é isso. Eu to com saudade de aliviar minha ansiedade. Mas agora... Gilete não resolve mais. Eu vou ter que esperar. Me ajuda muito lembrar das fucking aulas de psicopatologia e algumas de AFCH, nas quais os professores sempre diziam que ansiedade sobre até um nível máximo e depois começa a baixar, independentemente do que eu faça. Já disse isso pras pessoas, a fim de tranquilizá-las... Vale dizer agora pra mim mesma. Foda que eu sei que isso é verdade, mas dói esperar.
Cansei de dar tiros na água. Adoro essa expressão.
É estranho como o amor ainda está pareado com dor. Acho que essa é uma coisa difícil de superar.
Tava vendo as tatuagens da Angelina Jolie, e são todas pretas, como as minhas; símbolos, como as minhas; de cadeieiro, como as minhas. Mas as dela são foda. As minhas são podres.

Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love Fuck Love

sexta-feira, 16 de julho de 2010

NoLoSe

Estou com vontade de postar, mas sem a mínima inspiração. Nem sei porque gasto uma atualização, a paciência das pessoas, com esse post absolutamente inútil. Enfim, foda-se, o blog é meu.
Mas vamos lá.
Amanhã eu faço três meses de namoro. \o/
Quarta-feira eu começo a trabalhar.
E a vida acontece.


domingo, 11 de julho de 2010

Bad Romances

I want your ugly
I want your disease
I want your everything
As long as it's free
I want your love
Love, love, love I want your love

I want your drama
The touch of your hand
I want your leather-studded kiss in the sand
I want your love
Love, love, love I want your love
(Love, love, love I want your love)

You know that I want you
And you know that I need you
I want it bad, your bad romance

I want your love and
I want your revenge
You and me could write a bad romance
I want your love and
All your lover's revenge
You and me could write a bad romance

I want your horror
I want your design
'Cause you're a criminal
As long as your mine
I want your love
(Love, love, love I want your love)

I want your psycho
Your vertigo stick
Want you in my rear window
Baby your sick
I want your love
Love, love, love
I want your love
(Love, love, love I want your love)


You know that I want you
('Cause I'm a freak bitch baby!)
And you know that I need you
I want a bad, bad romance

I want your love and
I want your revenge
You and me could write a bad romance
I want your love and
All your lover's revenge
You and me could write a bad romance

Walk, walk fashion baby
Work it
Move that bitch c-razy

Walk, walk passion baby
Work it
I'm a freak bitch, baby

I want your love
And I want your revenge
I want your love
I don't wanna be friends

J'veux ton amour
Et je veux ton revanche
J'veux ton amour
I don't wanna be friends
Oh-oh-oh-oh-oooh!
I don't wanna be friends
(Caught in a bad romance)
I don't wanna be friends
Oh-oh-oh-oh-oooh!
Want your bad romance
(Caught in a bad romance)
Want your bad romance!

I want your love and


I want your revenge
You and me could write a bad romance
Oh-oh-oh-oh-oooh!
I want your love and
All your lovers' revenge
You and me could write a bad romance

***

Novamente, gostaria de pedir que você, ao ler este post, estivesse ouvindo uma música... Bem, tem todo aquele lance de criar o clima, ilustrar o que eu to dizendo e tal... Novamente, online, facinho. Bad Romance - Lady GaGa

Let's go! Hoje eu resolvi fazer outra limpa e falar de Bad Romances... Lendo a letra dessa música, coisa que eu só fui fazer hoje, eu... mentira, eu tive essa ideia antes, mas hoje tudo fez sentido quando eu li a letra.

***

Séculos depois, vamos lá... Vou tentar não identificar as pessoas. Mas se você me conhece bem, saberá sem dúvidas de quem eu tô falando.


***

Vamos lá... Meu primeiro Bad Romance foi "A"... A era uma pessoa muito legal, encantadora, divertida, hipersexualizada (ou eu deveria dizer "normal"?), me iniciou na vida de podridão... Eu achava tudo isso o máximo... Até que eu me toquei de que eu nunca tinha sido o bastante para A, e que eu não era para A o que A era pra mim. Foi minha primeira decepção amorosa, foi meu primeiro término de namoro, minha primeira semana chorando por ter "perdido" alguém. Tenho certeza praticamente absoluta - uns 99%, digamos - de que eu nunca magoei A, pelo menos nunca muito gravemente. A se divertia muito comigo, como se eu fosse um daqueles brinquedinhos bonitinhos, novinhos, engraçadinhos... Não estranho, A enjoou de mim. Ou eu me toquei de que nunca tinha sido tão interessante assim... Bom, foda-se A. Incrivelmente, eu consegui superar. Foi uma daquelas coisas de passar anos (uns 2) olhando o orkut de A e de seu novo affair, caçando qualquer coisa que me dissesse respeito (ou não), qualquer menção a mim, qualquer espécie de coisa, por mais que isso fosse me magoar. Hoje em dia, eu não sei NADA sobre a vida de A, não sinto falta, não quero saber, e incrivelmente, não lhe desejo mal.
Depois de A, veio B (Ahahahahahaha! Isso foi extremamente engraçado!). B era uma pessoa muito diferente de mim, na época. Hoje, não sei bem se isso é verdade. Quero dizer, eu já tinha depressão nessa época... 
Gentchy, acabo de me dar conta de que eu me esqueci do meu Bad Romance infantil... Ahauahuahauahau! Vamos chamar esse caso de "A-1". A-1 foi uma pessoa muito boazinha, muito fofinha, esse sim foi meu primeiro namoro, meu primeiro fim de namoro, o primeiro chifre que levei, mas - Ahá! - o primeiro chifre que coloquei... E o segundo e o terceiro e o quarto e... Ahauahauahauhauahau!! Como eu era infernal. Mas enfim, A-1 foi muito pouco Bad Romance - o foi mais no sentido de ter sido minha iniciação nas decepções amorosas do que no sentido de ter me feito mal mal mesmo. E também não acho que eu tenha sido muito má com A-1, porque até rolou um lance muito mais tarde... Enfim, voltemos a B.
B era uma pessoa "fascinante", essa é a palavra. A princípio, nem bom, nem ruim. Depois, tudo de bom. Depois, tudo de ruim. B foi minha desgraça, minha perdição. B foi a pessoa que me fez querer desistir de viver, de ter casos, de me relacionar com qualquer espécime da humanidade. B me fez brigar com uma série de pessoas, mas, por causa de B, nunca odiei mais a ninguém do que a mim mesma. B me trouxe muitos problemas, problemas de toda espécie. Muitas experiências novas, também, não quero ser injusta. Sim, é claro que fui feliz com B, afinal, ninguém é troxa de ficar com alguém que faz 100% mal. B foi o meu pior, maior, mais intenso Bad Romance. E isso porque B, em si, era uma coisa terrivel. Claro, com uns adendos da realidade dura e cruel, B se tornou muito pior. Não quero ser repetitiva. Só queria acrescentar, sobre B, que eu também lhe fui muito Bad Romance. Fiz pequenos infernos em sua vida, fiz muito drama, muitas exigências, muita coisa jogada na cara... Chegou uma hora em que eu não conseguia viver sem B. Muito mais difícil era viver COM B. Era uma coisa doentia, infame, desnecessária (?), era algo obsessivo, possessivo, mal educado, grosseiro, viver com B... Depois de muitas idas e vindas, decidi me afastar definitivamente de B. Isso, umas 10 vezes. Ahahaha! Hoje tem graça. Com B, foi a mesma putaria de ficar fuçando orkut, vendo o perfil de cada pessoa que lhe dissesse qualquer coisa, por mais inocente que fosse. Mais tarde, até que foi bom. ;) Enfim, quando penso em B, hoje em dia, sinto uma coisa estranha... Uma raiva com uma angústia e um despeito... Não sei bem... Miraculosamente, SUPEREI B!!!!! \o/\o/\o/ Agora, o que eu não superei foi B+1, pessoa desgraçada, infame, maldita, que morra e queime eternamente no inferno - nessas horas eu preferia acreditar em céu, inferno e a palhaçada toda... =/ Agora, chega de B.
Depois de B, claro que com algumas escalas... Ahahahaha! Como eu sou infernal. Depois de B, veio C. C foi um super super Good Romance, até certo momento. Não digo que a culpa seja de C. Chegou uma hora em que tudo o que eu tocava virava merda. Enfim, C foi muito legal comigo, até que eu enlouqueci. Juro pra vocês, gentchy! Enlouqueci mesmo, despiroquei... Tive um lance muito estranho com... Enfim, não é importante. C ficou sendo uma coisa que me confrontava com o que tinha de pior em mim, e eu não suportava chegar perto de C. Acabei sendo um Bad Romance tremendo na vida de C, acho que fui até um trauma e tal. Me sinto culpada quando penso em C. C, me desculpe.
(Sinto que estou ficando repetitiva)
Não necessariamente nessa ordem, veio D. D era uma pessoa que me fazia sentir mal, por melhores que fossem suas intenções. D gostou demais de mim, sem que tivesse em que se basear, o que me faz pensar que eram simples projeções, e que D não gostava "de mim", mas do que tinha "planejado" pra mim, do que esperava que eu fosse, e a realidade acabou se mostrando bem diferente. Foi triste, até. Hoje, virou uma espécie de... Desprezo mútuo. Enfim, fui muito mais Bad Romance na vida de D do que D na minha, mas acho que não criei trauma.
Então, veio E. E era uma pessoa bem do jeito que eu gostava, mas foi mais ou menos na época em que eu comecei a me irritar com gente depressiva. E era outro caso de gente que gostava demais de mim sem ter por quê. Isso é uma coisa que realmente me incomoda. E era uma ilusão boa, mas uma hora ficou sufocante. Até bem pouco tempo, eu achava que E tinha trauma de mim, até que eu percebi que E tinha trauma de todo mundo e de ninguém. E só foi Bad Romance pra mim no começo do fim. Hoje em dia, até gosto bastante de E.
F... F era uma pessoa muito legal e tudo... mas com o tempo, percebi que F era de um cinismo inacreditável, gostava de provocar, de fazer joguinhos infantis, coisa de gente besta, sabe?? Bem, não digo que F tenha sido grande trauma pra mim, nem eu para F, mas digamos que F cristalizou minha sensação de que nada nunca ia dar certo. Aliás, F foi meio que um tiro na água, não vou conseguir explicar.
Claro que com todas essas pessoas eu vivi coisas boas, mas sei lá... Alguns padrões, alguns traumas, medos, desconfianças... Vieram daí... Isso me deixa mal... E não quero saber de piadas do tipo "Pensei que ia precisar usar o alfabeto grego" ou algo que o valha. Nem é tanta gente assim... 
Ah, acho que preciso mencionar G. Não que tenha sido Bad, muito menos Romance, mas G foi uma pessoa que me influenciou muito, no sentido de me fazer perder a fé. Em compensação, G me mostrou um mundo de possibilidades, as quais eu pude experimentar e recusar. Preferi não ser como você, G. Vazio já me consumia demais pra ainda entrar nessa vida. No, thanks.
E então, HH... (Y) HH em si, não é problema, nunca foi e creio mesmo que nunca virá a ser. Mas HH veio com uma caixinha de Pandora acoplada... Ahahahaha! Nós vamos conseguir, né, HH??
Te amo muito!!!!

Juro que a ordem foi meio caótica, mas algumas coisas caíram como luvas... Ahauahauahuahaua!
Esse post foi repetitivo, cansativo, mas foi bem ilustrativo e catártico. Deus vos abençoe. Amen.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

;)





FUCK 
IT 
ALL





Aos Vinyards¹ do mundo

¹Refiro-me ao personagem de Edward Norton, Derek Vinyard, no filme "A outra história americana", de 1998
Este post foi escrito em 07/06/2010.
***

Estou escrevendo no ônibus, porque a minha necessidade de dizer aos Vinyards do mundo o que eu penso está me matando.
Em primeiro lugar, eu preciso controlar a raiva para não me tornar babaca violenta como estes, com os quais vou ocupar meu tempo agora.
Há 20 minutos eu estava entrando no ônibus e ouvi um HOMEM, BRANCO, JOVEM, muito provavelmente de CLASSE MÉDIA dizendo "Eu sou skin head, neo nazista. Por que eu não posso fazer uma parada neo nazista? É proibido, um absurdo, isso" (SIC). Acho que ele não queria mesmo saber o porquê... De todo jeito, eu sabia que não podia contar com o bom senso dele, no que se refere à minha integridade física, em caso de tentar responder à pergunta.
O caso, Vinyard, é que eu também acho triste que exista um "orgulho gay", um orgulho negro, nordestino, nerd, da mulher, et céteras... Também acho triste que precisemos deste tipo de artifícios para ter o que deveria ser DIREITO. Falo de RESPEITO, Vinyard, você sabe o que é isso? Veja aqui. 
Você tem, naturalmente, direito a ter sua opinião (o ruim do preconceituoso é que ele acha que tem razão, e não está aberto a discussão, e eu ADORO discutir), só que, naturalmente, você NÃO PODE sair por aí machucando outras pessoas. E nem falo só da parte física, Vinyard... A outra talvez doa mais...
EU NÃO FAÇO MAL A NINGUÉM, não faço nada de errado, pago impostos, estudo para provas, NÃO DEVO NADA A NINGUÉM, e sendo assim, reservo-me o direito de fazer o que eu acho certo e o que eu acho que vai me fazer mais feliz.
É o seguinte: o objetivo de uma parada do orgulho LGBT é celebrar a diversidade. Porque se a humanidade fosse composta apenas por outros iguaizinhos a você, certamente já teria sido extinta há muito. Porque intolerância é como água em pó. No fim, o que é que você tem? N-A-D-A!!! Porque as diferenças acrescentam, a intolerância subtrai (mate os homossexuais, os negros, os nordestinos, as mulheres, as crianças, os idosos, e o que é que você tem, Vinyard?). Qual é a vantagem disso, Vinyard? Sejamos lógicos.
Acho triste que precisemos de um Estatuto da Criança e do Adolescente, de um Estatuto do Idoso, de uma merda de uma Declaração Universal dos Direitos Humanos, para garantir respeito a outros SERES HUMANOS, como você.
Mas enquanto o mundo for essa merda, eu vou sim atravessar a Paulista enrolada numa bandeira para defender o que é meu direito. EU NÃO ESTOU ERRADA, Vinyard, seja racional.
Agora, eu vou me descontrolar (6)...
Vinyard,s eu gay enrustido, filho de uma puta, covarde que só é o cara foda se estiver armado ou resguardado pela força de um grupo, pega o seu rabo branco e heterossexual e te manda daqui, cara... Te muda pra algum lugar que te pareça tão perfeito quanto você, onde não tenha viados, nem putas, nem aidéticos, nem pretos... onde só tenha babacas perfeitos como você.
Oops! Não existe esse lugar? Quem é que está errado, então?? Quem é o problemático??

SE JOGA, BEE...

... do décimo andar, e morre, porque eu, deus e Cleycianne não gostamos de você!

(Ahahahahaha! Tô mais calma!)

***

Well... ontem eu fiquei sabendo de umas paradas aí... Gente que se acha esperta, bonita, inteligente, no QUARTO ANO DE PSICOLOGIA, falando merdas sobre homossexualidade... Omfg, onde esse mundo vai parar? Por que é que eu me irrito tanto com esses cabaços? Ou melhor, por que é que eles se incomodam tanto comigo??? Bah, que horror!




sábado, 5 de junho de 2010

Meia noite e quarenta e sete...

... Do dia 04/06/2010. Sorria, você está sendo filmada.

Você passa a vida
    esperando ser reconhecida.
E quando alguém reconhece
                [você já nem acha que merece.


Estou tensa e propensa a reclamar dessa vida maldita que eu aprendi a amar.
A situação tá cada dia mais difícil, mas poxa vida... Me esfregam na cara que eu sou cínica e debochada... Pois então eu vou é me divertir (mentira), vou recolher as pedras do meu caminho e construir meu penhasco castelo.
Acontece que, quanto mais complica, mais eu me sinto sortuda por ter conhecido tanta gente que escreve bem. Daí, agora, eu consigo ver a beleza insolente nas coisas nojentas de existir. As pessoas emanam poesia e é tão lindo! Eu posso me afogar num rio, ou tomar alguma coisa forte, ou usar uma faca ou algo mais calmo ou mais doentio, mas ainda vai ter valido a pena.
Colocaram uma bomba fake? num prédio com alguns milhares de pessoas ricas e jovens e bonitas e pobres e empenhadas... E eu não sei o que pensar. E a todo momento os prédios vão sendo evacuados e a gente nem sequer é informado sobre o que está acontecendo e então saímos rindo e gritando e tentando escutar o telefone, porque é isso o que importa, não é? E a gente treme de ver a multidão e a impotência e a vulnerabilidade e é assim o tempo todo, e a gente ri e joga futebol e faz carnaval e é indicado ao Oscar e a gente pensa que, poxa vida, cara, é isso, não é? Do que se precisa para ser feliz? E continuam evacuando os prédios, botam a gente pra fora quando o filme tá bom e fazem isso em todo lugar. Quando o filme tá bom, ele vem e bota você pra fora e isso te humilha e te destrói um pouco - só um pouco, mas um pouco todo dia - e você sai e continua saindo e continuam sempre te mandando sair, quando o filme está bom. E você sai, e ri, porque você pode ser feliz, afinal, ser feliz é muito mais do que poder ver o filme ou sair ou escolher o que ou quem você vai comer ou o que você quer ser quando crescer, porque essas coisas... não liga pra isso, são bobeiras, deixe de ser dramática. Ser feliz é muito mais que isso. Quando você é bonita e podre e inteligente e gay e tem saúde e tem depressão e tem uma família que te mata ama, deixe de frescura e seja feliz. Porque, porra, tem gente que passa fome e tem câncer e não trepa e é feliz, você deveria ficar feliz por não estar nessa situação. Porque você tem pra onde voltar todo dia e tem o que comer. Não ligue se você não é respeitada, pois você tem muita sorte, muita sorte mesmo por não ser como aquelas pessoas. Você não é igual a mim e eu nunca vou ficar satisfeito com algo que venha de você, mas você precisa ser feliz, porque a sua loucura é feia e ofende a minha perfeição. Você tem muita sorte, garota, então, não ouse profanar a nossa instituição sagrada.
Mas agora, ao menos, você sabe o quanto é agradável quando alguém escreve uma coisa bonita, mesmo se estivermos sendo despedaçados.
O mundo continua rodando.
Espetacular!

PS: Aindá dói. Do it and do it again. Não é má sorte.

O Ministério da Saúde adverte: "Se você é psicóloga ou puta, se afeiçoar ao cliente pode ser prejudicial ao seu trabalho".

Compre as flores você mesma.

Uma e vinte e sete.