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domingo, 2 de janeiro de 2011

Coisas Boas na Tia Kim

  • Não me matei ainda
  • mãe
  • Giih
  • Carol
  • algumas amigas/amigos
  • gosto do meu trabalho, acho que estou indo bem
  • cabelo
  • inteligência
  • bom humor
  • determinação
  • 8 meses sem me cortar
  • tolerância (?)
  • vontade de melhorar
  • espontaneidade
  • sinceridade
  • não vou fazer uma lista das coisas ruins
  • às vezes eu consigo economizo dinheiro
  • sou carinhosa
  • sou receptiva
  • ainda sinto prazer
  • tenho bom gosto (livros, filmes, etc)
  • escrevo bem
  • já consegui superar muita coisa
  • princípios/valores
  • gosto de crianças
  • consigo me virar muito bem
  • menos tímida
  • mais consciente de algumas coisas
  • magra
  • senso de autopreservação
  • planos para o futuro
  • otimismo (espero que as pessoas/ o mundo não vão ser tão maus)
  • higiene
  • boa vontade

Versão comentada...
  • Não me matei ainda Nota-se.
  • mãe Há controvérsias...
  • Giih Obsolescência programada... Ahahahahahahahahah!
  • Carol (8) Don't let me down...
  • algumas amigas/amigos Os números vão se restringindo, os laços estreitando...
  • gosto do meu trabalho, acho que estou indo bem  Ahahahahah! Quanta inocência...
  • cabelo Isso foi antes da prog... Maldita influência do meio.
  • inteligência =#*
  • bom humor Sempre. Com pequenas doses de sarcasmo, uma beleza!
  • determinação Langweile...
  • 8 meses sem me cortar É, não tenho a data mas pela conta dá pra ver que eu escrevi isso há 4 meses, visto que não me corto há um ano! \o/ Vale dizer que eu escrevi isso no caderninho do mal um dia que eu saí da terapia querendo me matar mas não querendo muito...
  • tolerância (?) A interrogação estava no texto original... Eu não sei sobre o que, exatamente, eu falava... ahahahahahahahahah! E também não sei se sou lá muito tolerante...
  • vontade de melhorar Sempre!
  • espontaneidade Aloka, ahaza!
  • sinceridade Demais, às vezes...
  • não vou fazer uma lista das coisas ruins Ahahahahaha! Isso foi engraçado... Não pensem que eu sou narcisista, car@s pupil@s... É só que essa lista é... hmm... terapêutica...
  • às vezes eu consigo economizo dinheiro Tentar e conseguir ou não é para os fracos. Os bons economizam MESMO.
  • sou carinhosa Tão carinhosa quanto um tricerátops...
  • sou receptiva E tolerante!
  • ainda sinto prazer Fuck Yeah, não fumo crack!
  • tenho bom gosto (livros, filmes, etc) E pras pessoas também.
  • escrevo bem Yeah, baby, yeah!
  • já consegui superar muita coisa O parto, a pré escola... O resto, não estou bem certa...
  • princípios/valores Engraçado... Sou fiel aos meus valores e princípios, mas eles são um tantinho só diferentes do que éesperado... Lamentável.
  • gosto de crianças E tenho muito medo. Ainda mais depois que a) eu percebi que não consigo educar nem à Patti e b) depois que eu pensei que todas as pessoas no mundo se dividem em duas classes: imbecis ou infelizes...
  • consigo me virar muito bem Fato... Resolver pobremas é comigo! Mesmo os que eu crio... ahahahahahaha!
  • menos tímida Aloka!
  • mais consciente de algumas coisas Humm, é mesmo?
  • magra Ahahahahahahah! Morri... valores muito relevantes... ahahahahaha! Brinks! O lance é que eu não preciso lá muito me incomodar com exercícios físicos... por enquanto.
  • Que fique claro: em mim mesma, e muito em partes... Do contrário, não ficaria meexplicando o tempo todo... ;)
  • senso de autopreservação Engraçado, isso... mas tenho mesmo... Sempre escolho o que causa menos dano, porque dano nenhum, não rola...
  • planos para o futuro E mais talento para sonhar que para planejar e executar...
  • otimismo (espero que as pessoas/ o mundo não vão ser tão maus) Tomô? No cu? Yeah, baby... =/
  • higiene Ahahahahah! Básico... tem gente que não tem...
  • boa vontade Que gracinha! Fora a preguiça existencial, tenho sim...

Primeiro post de 2011 escrito agora... Estou me sentindo um lixo, o meu reveillon, ao contrário do que esperávamos, néan, anjon? foi um lixo! Preguiça master de viver, vontadezinha de ter nascido mortinha... rss.
Tédio tédio tédio extremo, saudade da neni, raiva de mim e do mundo e de estar no mundo e não poder fazer nada... Saudade de conseguir escrever bem... estou com o caderninho do mal aberto aqui na minha frente e sem inspiração pra concluir uns textos... e com medo de algum filho da puta plagiador me ferrar... Desesperança crônica no amanhã... rss... Mao me entenderia... Enfim, havia ainda muito o que dizer, mas eu me cansei... A vida tá tão boa que eu tô até bebendo a água em golinhos bem pequenos pra não ter que sair do quarto...
Everybody hates Kim (8)

Poesia em 5D

Rebeldia lírica, doce violência, sublime e real... Nenhum desses contrastes é capaz de definir a poesia de Carolina Moreira. A força e a delicadeza de sua poesia nos levam aonde ela quer; sentimos sua dor, sua alegria... Vamos a seus infernos e paraísos particulares, caminhamos por sua vida.
Sua poesia é visceral, sonora, impactante, inspiradora. E, acima de tudo, real. Creio que daí venham as sensações tão vivas: não nos diz de seu eu-lírico, mas de alguém REAL, como eu ou você; alguém que ama, chora, sofre, sonha, deseja... Alguém que VIVE. Apesar da sinceridade, ainda capta a beleza inerente a todas as coisas e momentos... Seleciona as palavras – boas, bonitas, quem sabe, mas sempre verdadeiras-, e cria obras primas cheias de razão & emoção.
Criança rabugenta, mente de fera forte, violenta*. Olhos de mulher experiente, sorriso doce de menina inocente.
Minha mulher-menina, Carolina, bela e contundente.

Juliana Aranha
24/out/2010.

Textinho escrito para a contracapa do primeiro livro da minha neni.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Garotas, Natal e comprimidinhos...

Much better than you could know...
Acho que nem tenho tantas coisas pra dizer...
Pra começar... Comentário justo sobre o natal... Não foi uma bosta, não foi ruim como eu pensei, não deu nenhuma merda, não teve barraco nem nada assim e eu até me diverti bastante na medida do possível... Todo mundo se comportou muito direitinho, todo mundo muito fofo, tudo bem, muito bem, tudo... Ok, ironia a parte, fato: foi muito melhor do que eu esperava. Mas acho que já disse isso. Só fiquei puta porque eu sou uma escorpiana maldita e mesquinha e filha-da-puta e meu chinelinho novo estragou...
Me apeguei muito mais à Patti. A Patti, naturalmente, é uma das bonitinhas da semana. Mas, obviamente, a #1 é minha neni. 
Minha neni fez niver essa semana, agora falta um pouco menos de merdinhas legais pra eu poder desposá-la oficialmente... Eu, como ela [coloquei dessa forma só pra...], também não gosto de aniversário nem de natal. Mas acho que esse ano foi realmente uma coisa interessante... Porque eu fiquei feliz que ela tenha feito aniversário, e acho que foi legal pra ela... As pessoas todas sendo simpáticas e tudo... 
E ela sozinha é muito melhor
que muita gente por aí...
A Patti... Ela apareceu bem bem bem por acaso na minha vida... Chegou tímida e pensei que ficaria depressiva, afinal, nessa casa, não seria incomum... Tomou banhozinho, ficou "adequada"... Mas mantivemos o cheirinho de cachorro... E quando eu menos esperava, a fia da puta me amava e eu a amava e ela fazia festinha quando eu chegava e agora ela está deitada quentinha encolhidinha no meu colo, me atrapalhando a digitar e me fazendo putamente feliz... Falei pra Carol  sobre esse amor, assim... que dói, sabe? Dói mas não é ruim... É uma coisa estranha... Eu já senti antes? Não me lembro... O Du era outra vibe... Éramos crianças, ele e eu e tudo... Acho que estou mais depressiva que a média... E tenho a ligeira impressão de que não estou falando coisa com coisa... Acontece que a Patti me atropelou porque ela já chegou logo me amando, de verdade, nem liga se eu sou preta, lésbica, pobre, podre, cansada e ranzinza, se eu penteei o cabelo e passei desodorante ou não... Também não liga pra quem é que ganhou a competição pelo nome... atende a todos. E ainda a chamam de "animal irracional"... Ha ha ha ha! Quanto despeito!
Natal acabou e apesar de ter ficado bem felizinha, ainda estamos naquela fase de trevas na minha vidinha... A famosa semana entre o natal e o ano novo e a primeira semana do ano, que são as semanas que eu mais odeio, que mais me deprimem e que menos sentido fazem pra mim...
Dia desses estive questionando meu ceticismo... Fato: sou cética por covardia e preguiça existencial-filosófica-religiosa-acadêmica-argumentativa... Não vou me gastar pensando em merdas espiritualistas quando tenho tanta coisa "real" pra cuidar... Dia desses me peguei fazendo mapa astral e pensando "que bosta, Caio, nunca vou te ver", exatamente igualzinho a ela... E pensando no quanto aquela merda faz sentido e não faz, e tentando achar explicações céticas racionais que não estão contidas na MINHA experiência mas ainda assim soam menos ridículas que as que eu pude encontrar sozinha... To pensando se eu não preciso rever a coisa toda... Onde eu acho essas coisas que são importante e tal... Muuuuuuuita preguiça, muita muita preguiça...
Enfim, vou indo... Sem opções...

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Foda-se o eu-lírico!

É isso. Foda-se o eu-lírico. Não vou separar o que é "eu" e o que é "lírico". Eu sou eu e sou lírica.

domingo, 26 de setembro de 2010

   Carol diz (22:52):
*Pessoas
*Vamos ajudar a Carol?
   Carol diz (22:53):
*Sabe, eu poderia estar robando, matando ou me prostítuindo
*Ou pior, eu poderia estar ouvindo Cine....
*Mas estou aqui pedindo pro cêis me ajudarem a achar 3 características da escrita da Lygia Fagundes Telles
*Para eu terminar meu trabalho de portguês
   Carol diz (22:54):
*Então, zenty, me ajudem? lindooo
Santo suco de vaca Batman!!! diz (22:54):
*lygia fagundes telles??
nem conheço
   Carol diz (22:54):
*É uma bestona que só escreve coisa chata.
Santo suco de vaca Batman!!! diz (22:55):
*olha só, ja conhecemos 2 caracteristicas, falta 1

#Great!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Toca Rauuuuuuul!


Hoje eu tava ouvindo um CD velhão, pirata, claro, de nome "As 25 mais Raul Seixas"... E eu comecei simplesmente empolgada, cantando junto... Depois eu comecei a pensar que ele era um puta de um bêbado que devia bater na mulher e nos filhos. Depois eu comecei a prestar atenção nas letras, na melodia... E o cara é simplesmente um gênio. Claro, eu acho meio arrogante da minha parte escrever um post pra dizer o que todo mundo já sabe há séculos. Mas a MINHA descoberta foi uma coisa bonitinha... Foi como quando você conhece seu pai aos 12 anos, sendo que só tinha ouvido falar dele (coisas controversas, claro), e de repente você descobre que o véi é um puta de um cara legal e parecido com você. Pelo que ue pude perceber, a partir da análise psico-filosófica das letras, ele era meio depressivo, mas não daquele depressivo que se mata, pelo menos não ativamente. Era bem a cara dele encher o rabo de cachaça e outras dorgas, mano. Ele parecia bem vazio, insatisfeito, sempre sempre procurando coisas novas e mais interessantes que a vida real... Quero dizer, a "vida real", a "vida" "real"... Ele queria curtir o amor livre, mas sei lá, parece que não rolou... Ele gostava de ser diferente e de quebrar padrões, e caralho, era ISSO! o que ele fazia! Eu fiquei ainda mais revoltada com esses bostas de hoje em dia que se acham músicos... Apesar de, é claro, ter muita coisa que me fazia pensar que ele bem queria ser como todo mundo... Por exemplo, a briga com deus... Esse lance meio panteísta de Gita e aquela coisa sobre Aleister Crowley... Obviamente, ele era muito inteligente. Muito inteligente, ouviram, seus bostinhas? Mas enfim, chega de babar no tio Raul. Hoje eu não vou colocar musiquinha porque eu não consegui escolher uma só dentre tantas perfeitas... Mas se você tiver lendo e me amar um pouquinho,

TOCA RAUUUUL!!!

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Parque dos Dinossauros

Olha só, tem spoiler. Mas PORRA, o negócio foi publicado em 1991, eu devia ter vergonha de chamar isso de "spoiler". Ahahahahaha!


O negócio é o seguinte: sempre que tem um livro e um filme sobre este mesmo livro, antes de Jurassic Park, 100% das vezes eu preferia o livro. Mas muitos fatores me levaram a preferir o filme, nesse caso.
Acho que tem aquela nostalgia da infância feliz e tal. Esse filme é o filme da minha vida! Sem falar que os personagens do filme são fofos, sensacionais, apaixonantes. O Ian Malcolm era uma espécie de deus antes de eu ler o livro. O Malcolm do livro é simplista (e eu tenho paúra de gente que simplifica tudo ao extremo.) Porra, eu faço psicologia, eu piro nesse lance de subjetividade e tal... O Malcolm do livro simplesmente "previu" qualquer coisa que pudesse dar errado baseado APENASmente na Teoria do Caos. Que, a propósito, é uma puta de uma teoria fodona, que no livro faz muito mais sentido que em qualquer outro lugar em que já a vi citada. O Ian do filme é arrogante, presunçoso, e você acaba nem ligando quando ele morre, no final.
O Hammond... Poxa vida, o que você pensa quando pensa no velho John Hammond? Ele era bem vozão, bem fofo, bem simpático, bem sonhador. O Hammond do livro é um velho mentiroso, salafrário, filho da puta, arrogante, burro, putamente burro... Ele vê o fucking acontecendo e atribui TODA a culpa a quem até mesmo já morreu... E bem feito, seu filho da puta. Morreu, comido por compys, sem nada de glamour...
A Lex e o Tim eram meus amores... Mas olha... A Lex do livro é MAIS NOVA que o Tim... Oo Onde já se viu??? E ela é extremamente chata, mimada, eu quero sorvete, eu quero agora, eu quero eu quero eu quero! Aff... O Tim pelo menos é engraçadin... Quer dizer, não tem nada demais nele. Aliás, ele até parece meio superdotado, o que tira dele todo o brilho de criança engraçadinha...
O Dr. Grant e a Dra. Sattler são tão desnecessários que... puta merda!
Mas de modo geral, o livro é muuuuuuuito bom, é bem daquele tipo de livro que você sabe EXATAMENTE tudo o que vai acontecer (pelo menos você PENSA que sabe) mas mesmo assim, não consegue desgrudar.
Mas eu ainda prefiro o filme. =P

Agora super morram de inveja: olha o que eu tenho!!! =P
Ouve até o fim que vale a pena! *-*

sexta-feira, 16 de julho de 2010

NoLoSe

Estou com vontade de postar, mas sem a mínima inspiração. Nem sei porque gasto uma atualização, a paciência das pessoas, com esse post absolutamente inútil. Enfim, foda-se, o blog é meu.
Mas vamos lá.
Amanhã eu faço três meses de namoro. \o/
Quarta-feira eu começo a trabalhar.
E a vida acontece.


segunda-feira, 21 de junho de 2010

domingo, 20 de junho de 2010

Insônia com Insight

"A vida nova é boa quase sempre".
Pra começar, ao ler esse post, eu prefiro que você esteja ouvindo "Dancing with myself", do ungido Billy Idol. Não é uma obrigação, mas a leitura vai ficar mais agradável e contextualizada. Para isso, clique AQUI, é online e tal, facílimo. Vamos lá.

***

01:06
Estava arrumando a porra do meu guarda-roupa e achei uns cadernos antigos e cartas que nunca enviei... Puxa vida, como eu escrevia bonito! Curioso é que eu ainda lembro das datas e dos fatos. Queria tanto compartilhar com ela... É como se, lendo todas aquelas coisas íntimas, bonitas e infantis, eu ficasse mais entranhada nela e ela em mim.
Hoje eu tô de um jeito muito diferente do que sempre imaginei.Estou 66,6% mais feliz que naquela época. Gente, eu era muito depressiva, mas muito mesmo! Pelos textos, eu descobri quando virei vegetariana (foi em julho de 2008), descobri quando rompi com o Geovani - a propósito, ele me deletou do orkut de novo, e eu só percebi hoje... #Lixa... Ahahaha! Descobri quando terminei com o Oliver e descobri que a merda toda era de verdade, não era só uma mentira que eu tinha contado a mim mesma para me sentir melhor. Infelizmente, nos meus escritos, havia muita coisa sobre a inominável. Ahahaha! É engraçado tratá-la assim depois de tudo o que ela já significou pra mim. Também deu pra ter uma ideia de quando comecei a me cortar.
Gosto de estar recuperando o prazer de um caderno velho cheio de orelhas e uma lapiseira fodida. A parte ruim é que eu vou ter que digitar tudo depois, uma vez que sou exibicionista e preciso publicar meus textos.
Acabo de me lembrar de um dia, nesta semana ou na outra, em que eu e ela estávamos vendo umas fotos no computador, e ela me disse "você é bonita". Eu respondi "é, também to achando". O interessante é que eu estava falando super sério. Lendo essas coisas... é estranho. Mudei demais, mas continuo sendo eu. Bem menos confusa e mais satisfeita. Só tem uma coisa que me incomoda: não consigo deixar de pensar no quanto o mundo é ruim e as pessoas, sacanas. O que eu era era produto de uma sociedade doente... Eu era só um resultado, um resultado brilhante e esperado, da merda toda. E eu consegui. Caralho! Eu consegui. Acho que, até hoje, eu já sabia que estava melhor, mas não tinha me dado conta do abismo que separa o que sou hoje do que eu era há um, dois anos. E, porra, quando a merda toda começou, eu era uma criança. Uma criança! Muito medo de que elas possam ser como eu era...
Bom, acho que era isso. Vou tomar minha fluoxetinazinha e ficar rolando na cama, porque eu fiz a cagada de dormir à tarde.
Mudei de ideia. Resolvi voltar e fazer umas comparações felizes, e outras infelizes.
Pra começar, naquela época, "ideia" tinha acento. Isso é uma coisa que... Não digo que eu fosse mais feliz pro isso, mas poxa vida, é bem o tipo de coisa que não precisava ter mudado...
O meu cabelo melhorou muito! Em compensação, naquela época era comprido. Se eu pudesse juntar o comprimento de lá com o aspecto de hoje, seria perfeito.
A minha namorada, hoje, é bem melhor - infinitamente melhor - que a daquela época, mas esse não é bem o tipo de comparação feliz...
Minha relação com a minha irmã melhorou muito; comigo mesma, nem se fala. Com as "pessoas", também melhorou bastante. Por outro lado, tenho a impressão de que minha mãe gostava mais de mim lá do que atualmente. Hoje em dia ela é triste e rabugenta, e não gosto de pensar nisso, mas creio que o que eu fui é parte do que ela é hoje. O que me consola é que o que eu fui é produto do que ela foi antes. Óbvio que não é "culpa" dela... Além disso, são muitas variáveis envolvidas... Porque às vezes as coisas simplesmente acontecem, e a gente nem imagina onde vai dar. Seguindo a mesma lógica, não pode ser "culpa" minha o que ela se tornou. Me sinto orgulhosa por dizer isso, apesar de não acreditar, de fato, no que estou dizendo.
Incrivelmente, a relação com meu pai piorou. E eu que achava que não podia ficar pior. Pois é, ficou. Hoje em dia, ele sabe sobre mim muito mais do que devia, mas muito menos do que precisava. Tudo em mim ele vê como defeito e... Ok, isso não é novidade e não vou entrar nessa discussão agora. Mesmo porque eu posso estar sendo vigiada, e de todo modo, ele não entenderia qualquer coisa positiva que eu pudesse dizer (hipoteticamente... Ahahahaha!).
Estou muito mais corajosa pra algumas coisas, e muito menos pra outras. Bom, acho que ainda tenho coragem de me cortar, mas agora eu tenho opção. Hoje, tenho coragem de expor e defender meu ponto de vista. Mas preciso pensar no alcance disso. Tenho mais coragem de falar com as pessoas. \o/ Mais coragem para lidar com perdas e faltas, eu acho. Não estou muito certa... Por outro lado, nem sei se é falta de coragem, as eu não faço mais algumas coisas divertidas que eu fazia, e nã osei se voltarei a fazer, e não sei se é bom ou ruim.
A minha opinião sobre suicídio mudou um pouco. Um pouco. Acho que hoje eu tenho uma visão muito mais integrada de mim, da vida (a minha e as outras), do mundo (aqui me refiro às relações estabelecidas entre pessoas e pessoas, entre pessoas e o "meio externo" - na falta de uma expressão mais adequada). Hoje eu considero muito mais coisas quando penso no assunto. Por outro lado, se um dia eu decidir que chegou minha hora, a coisa vai ser feia, porque vai ser uma certeza, não vai ser aquele desespero de adolescente. E isso me assusta.
A forma como eu amo mudou muuuuuuito! Antes era um amor... verticalizado. Óbvio, não vou conseguir explicar o que eu quero dizer. Mas é assim: antes era aquela coisa extrema, violenta, eu vivia de "paixão", no sentido de sofrimento, aquela paixão que conduz à morte. Hoje eu ainda sou capaz de estar apaixonada, mas hoje eu vivo mais de "amor" que de "paixão". Isso é uma coisa mais adulta e mais promissora.
O prazer que eu sinto hoje também é qualitativamente diferente. Antes era - pausa: acho que consegui explicar o "amor verticalizado". Talvez não... - aquela coisa louca e intensa e quente e carnal e diabólica. Hoje é diabólico, mas é mais sublime, mais poético.
Sexo... Bom, isso me preocupa. Hoje em dia eu não confio no meu desempenho sexual nem um terço do que eu confiava antes. Mas agora podemos conversar. Ahahahaha!
Acho que até que eu sou bem afetiva, mas eu era mais intensa e mais lábil, talvez por isso hoje eu me veja um tanto distante de algumas coisas. Não é qualquer coisa que me impressiona hoje em dia.
Agora eu sei muito mais de Psicologia, e os planos são muito mais concretos! \o/
Coisa chata: acho que naquela época, eu tinha muito mais "força de vontade". Acho que preciso pensar sobre isso, o que mudou, por que eu perdi isso. Acho que, talvez, naquela época, algumas coisas tivessem mais valor. Explicação ruim. Acho que entendi: o que eu quis dizer é que, lá, eu tinha tão pouco, que lutava com unhas e dentes por qualquer migalha. E como eu acabei de dizer, hoje em dia, não é qualquer coisa que me impressiona e que me mobiliza. Boa observação. Agora preciso ver o que vou fazer com isso.
Uau! Senhorita CRB3! Ahahahaha! Nem vou dizer o que é, procura no Google!
Continuando: hoje em dia eu gosto de muito mais coisas: o "gostar-horizontalizado". Acho que agora o amor vertical faz mais sentido...
Acho que perdi a alma de artista... Super triste, isso. Pelo menos acho que ainda escrevo bem. Talvez não tão bonito, poético e tocante, como lá, mas ainda escrevo bem.
Algumas coisas eu não sei... Não sei se tenho mais ou menos paciência, medo... Ansiedade diminuiu. Não esta noite, mas em geral, diminuiu. Também não sei se a mudança que ocorreu foi "em mim" ou se só numa parte - a neuroquímica. Isso me faz ter aquele medo de parar de tomar remédio e voltar a ser infeliz. Como eu era, acho muito difícil voltar a ser. É como aquele exemplo: em condições "normais", depois que se aprende a ler, não tem como não saber mais ler. Acho que é bem parecido com isso. Mas pode ser que eu fique qualitativamente pior. Justamente por ter uma visão mais integrada e tal.
Uma coisa que tem me ajudado muito: as expressões "qualitativamente" e "horizontalmente". Aaaaah! É isso! Hoje em dia eu sou uma pessoa mais horizontal. É isso. A grande sacada não é a quantidade, nem tanto a intensidade, mas a qualidade das coisas, dos afetos, dos pensamentos e tudo. Estou "olhando para isso".
E devo confessar: acho que foi tão de repente... Só muito recentemente - muito mesmo! - me dei conta de tudo isso.
Não sei o que causou o quê, mas consegui tirar algumas pessoas patologizantes da minha vida e colocar algumas mais estruturantes. Óbvio, ainda tenho muita faxina pra fazer. Em todos os aspectos. Preciso de uma casaaaa!
Estou muito satisfeita com este texto. Não sei quem vai ler, mas com certeza minha garota vai e isso me faz mais feliz. O ruim é que eu não tenho mais nada a dizer - estou satisfeita, só isso -, mas queria muito continuar escrevendo, então talvez eu banque o Caio Fernando e comece a escrever sobre a vida real.
Coisa interessante de se notar: eu ainda tenho dificuldade em concluir meus escritos. E ainda fico atacando os pontos positivos. Bom, é isso.

***

Estava ouvindo "Dancing with myself"? Obrigada! Agora você entende mais ou menos como me sinto. Ou melhor, como me sentia enquanto escrevia esse texto. Agora, estou podre, com dor de cabeça, dor no corpo, depois de uma noite infernal, tendo conseguido dormir quase às SETEEEE da manhã...


Você

Teu sexo
Tua idade
Tua cor
Teu corpo
Teu cheiro
Teu gosto
O brilho dos teus olhos...
Você.
Meus sorrisos mais felizes.


Juliana Aranha

sábado, 19 de junho de 2010

Oi, amica, lembra de mim?

Ju diz:
*huhu
*faz comigo

   @carol_blues     diz:
*Mas você me conhece ;9

Ju diz:
*mas vai ser legal

   @carol_blues     diz:
*Tá. 
*Vamos lá.
*=p

Ju diz:
*vai

   @carol_blues     diz:
*Oi, tudo bem com você?

Ju diz:
*oi, tudo sim ^^
*e vc?

   @carol_blues     diz:
*Estou bem também.
*Quanto tempo não conversamos.
*:-O

Ju diz:
*pois é...

   @carol_blues     diz:
*O que você tem feito nesse tempo?
*Menina, nem te conto, sabe aquele papagaio que eu te contei
*?
*Ele teve um filho!

Ju diz:
*o papagaio?
*cara, desculpa, mas...
*não to alembrada de vosse

   @carol_blues     diz:
*COMO NÃO?
*:-O
*Então, quer dizer, que é assim?
*Primeiro você diz que me ama, que não vive sem mim, que nosso lance não era só sexo, que sem mim sua vida não é nada, que eu sou a manteiga do seu pão pela manhã, que você quer casar comigo, que você quer ter filhos comigo, que eu sou a pessoa mais importante da sua vida, que eu sou a mais bonita, elegante, inteligente, que você já conheceu
*Daí agora, depois de dois dias sem falar com você, você tem a cara de pau de dizer que não lembra de mim?

Ju diz:
*cara, não sei do q c ta falando
*me mostra uma foto sua

   @carol_blues     diz:
*E ainda tem o desaforo de dizer que não lembra
*Só um minuto.














*E agora?
*Lembrou?
*Espero que tenha lembrado.

__________________________________________
Neste momento eu perdi a linha e quase morri de rir...